Brasil Energia | Ed. 473 - Fevereiro, 2022

Brasil Energia , nº 473, 1 de fevereiro de 2022 9 GW de capacidade instalada total), o to- tal de empreendimentos contratados (17) e o modelo do leilão, com aquisição de energia e potência – que era o produto de negociação mais esperada – a primeira conclusão é de que os agentes compreen- deram o modelo, facilitando a tão falada separação entre lastro e energia. O leilão contratou disponibilidade de 4.632,9 MW a um preço médio de R$ 824,5 mil/MW.ano. O deságio médio foi de 15,34% na comparação com o preço- -teto de R$ 974 mil/MW.ano e a previsão de investimentos é de quase R$ 6 bilhões. Na visão do sócio-fundador da Mercu- rio Partners, Alexandre Americano, o resul- tado foi dentro do esperado, com partici- pação pequena da Petrobras, diferente do que era aguardado pelo mercado. No ca- so da contratação de energia, que teve re- sultado “vazio”, o executivo avalia que um dos motivos foi a baixa inflexibilidade, de até 30%, estabelecida no edital. A segunda conclusão é que a ener- gia de reserva, antes criticada por parte do mercado, não é uma forma de con- tratação tão penosa, quando os custos são alocados a todos os consumidores. O modelo do leilão recente é bem seme- lhante: contrata-se a usina e a remune- ração é rateada por todos os consumido- res, por meio de um encargo setorial (En- cargo de Reserva de Capacidade – ERC). A diferença é que se antes as usinas ofertavam a garantia física, agora elas também ofertam a potência, que é re- & POTÊNCIA Leilão vai viabilizar a ampliação da UTE Termopernambuco, em Ipojuca, que deve demandar R$ 50,6 milhões em investimentos

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