Brasil Energia | Ed. 474 - Abril, 2022
116 Brasil Energia , nº 474, 13 de abril de 2022 PETRÓLEO após a descoberta do campo. O ativo foi colocado em produção não-comer- cial em 2017, quando o FPSO Pioneiro de Libra, operado pelo consórcio Ocyan/ Altera Infrastructure, iniciou a explota- ção da parte central do reservatório. 45 mil b/d por poço O módulo definitivo de estreia con- tará com 17 poços, dos quais oito serão produtores e nove injetores. Cada poço do projeto terá vazão estimada média de 45 mil barris/dia de óleo. Segundo a gerente executiva da Pe- trobras para o projeto de Libra, Mariana Cavassin Paes, o novo sistema alcançará o pico de produção no final do ano com apenas 13 poços da primeira onda, que será formada por seis produtores e se- te injetores. Os poços da etapa inicial já foram todos perfurados e completados. Diante da alta produtividade do re- servatório, a projeção é de que a se- gunda onda de poços seja colocada em operação apenas cinco anos depois do primeiro óleo, ou seja, em 2027. A nova etapa terá quatro poços – dois produto- res e dois injetores. Todos os poços do módulo 1 serão novos, não havendo previsão de rema- nejamento. O consórcio mantém três sondas operando com dedicação exclu- siva ao projeto. No momento, as ativi- dades na locação focam na interligação das primeiras linhas de produção e per- furação de novos poços. Originalmente, a entrada em ope- ração do módulo 1 de Mero estava prevista para o final de 2021. O cro- nograma foi impactado por atrasos na obra de conversão de FPSO Gua- nabara, provocados pela pandemia da Covid-19. Sem exportação de gás Ao contrário dos sistemas do pré-sal em operação, Mero não terá expor- tação de gás ao longo da vida útil do projeto. De acordo com Mariana Paes, o alto teor de CO 2 do reservatório, de cerca de 45%, e a elevada razão gás- -óleo do campo, de aproximadamente 440 Sm 3 /Sm 3 , tornam a exportação de gás antieconômica. “Tecnicamente, a melhor solução que a gente tem para esse gás, com alto teor de CO 2 , é reinjetar para me- lhorar a recuperação do óleo do re- servatório”, afirma a gerente execu- tiva do projeto de Libra. A executiva ressalta que Mero possui o maior teor de CO 2 entre os campos da Petrobras com processo de desenvolvimento em curso no momento. Todo gás produzido no campo será reinjetado e também consumido nas uni- dades de produção. A produtividade mé- dia dos poços será de cerca de 3 milhões de m³/dia de gás, sendo que a capaci- dade instalada de produção de cada um dos FPSOs será de 12 milhões de m³/dia. A estimativa do consórcio de Libra é de que, durante a fase de pico, sejam reinjetados no reservatório cerca de 40 milhões de m³/dia de gás, volume recor- de em campos offshore no Brasil.
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