Brasil Energia | Ed. 475 - Junho, 2022

10 Brasil Energia , nº 475, 15 de junho de 2022 PETRÓLEO O sistema de produção de Baca- lhau terá duas fases. Na primeira eta- pa serão 11 poços produtores e qua- tro injetores de água, na parte sul do campo, na antiga área do BM-S-8. Já a segunda fase, ainda sem data para entrar em operação, terá foco na por- ção norte do ativo, na extinta área de Carcará Norte. Casco ao mar A cargo da Modec, o FPSO de Ba- calhau está sendo construído sob o re- gime de EPCI, com base no projeto de casco novo, do tipo M350. A parte de construção no dique seco do estaleiro DSIC, na China, acaba de ser finaliza- da, e o casco da unidade foi lançado ao mar recentemente. A etapa de integração será exe- cutada no estaleiro Keppel, em Sin- gapura. O casco deverá ser reboca- do para lá possivelmente ao longo do segundo semestre. A execução do sistema Subsea fi- cará a cargo da Subsea Integration Alliance, aliança firmada entre Sub- sea 7 e OneSubsea. Futuro O desenvolvimento da segunda etapa ainda demandará estudos e trabalhos adicionais da Equinor. Ao que tudo indica, a fase complemen- tar de Bacalhau deverá demandar a contratação de um novo FPSO, ainda que análises mais antigas da petrolei- ra tenham chegado a avaliar a possi- bilidade futura de tie-back. O primeiro óleo da segunda etapa só deverá ocorrer no final da década, após a entrada em produção de Pão de Açúcar, projeto de gás da petrolei- ra norueguesa, localizado na Bacia de Campos e previsto para iniciar a ope- ração em 2026. Descoberto em 2012, Bacalhau foi adquirido pela Equinor em 2016, quando o projeto ainda era chama- do de Carcará. O ativo possui reser- vas totais recuperáveis de 2 bilhões de barris de óleo equivalente. Projetos da Equinor no Brasil

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