Brasil Energia | Ed. 475 - Junho, 2022

Brasil Energia , nº 475, 15 de junho de 2022 17 A pós as distribuidoras brasilei- ras terem atingido em 2021 um dos melhores níveis de qualidade no serviço de for- necimento de energia desde 2000, a Ane- el deve promover mais uma reforma na metodologia dos indicadores de qualida- de, um desejo de todos os agentes - regu- lador, distribuidoras e consumidores – que consideram que os indicadores não refle- tem a complexidade do setor. Estamos falando em rever como se agru- pa, semede e se determina limites máximos ou tetos para a duração destas interrupções (DEC) e para a frequência de interrupções (FEC), falhas que, em 2021, deixaram os consumidores brasileiros sem energia, em média, 11,84 horas, por 5,98 vezes. Segundo a Aneel, estes indicadores estavam abaixo dos limites de DEC e FEC determinados pela agência para o ano (respectivamente 11,96 horas e 8,57 in- terrupções). Os tetos já refletem situa- ções específicas de cada concessionária, inclusive a diversidade regional, econô- mica e social, definidas por uma meto- dologia complexa. Mas tal complexida- de exige uma revisão periódica para in- corporar a experiência dos agentes e o avanço da tecnologia, que permitiriam um detalhamento ainda maior. A última mudança nos atributos foi em 2014. “Para os próximos anos, a agência continuará as discussões com a socie- dade para a melhoria das metodologias de estabelecimento dos limites dos indi- cadores coletivos de continuidade a se- rem observados pelas distribuidoras. Es- se processo já foi iniciado na Tomada de Subsídios nº 22/2021, e continuará com

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