Brasil Energia | Ed. 475 - Junho, 2022

26 Brasil Energia , nº 475, 15 de junho de 2022 INDÚSTRIA partindo para esses projetos e iniciamos tratativas”, revela. Segundo Mirto, as calandras da Nuclep comportam chapas de até 3.500 mm de largura, o que dá vantagem pela redução do número de soldas. Além disso, a em- presa é qualificada em soldagem de cha- pas espessas, além de toda a infraestrutu- ra para montagem, jateamento e pintura. “Isso sem falar de nossa vasta extensão de área compactada para a edificação de estacas e colunas”, afirmou Mirto. Serviços offshore Há também empresas especializadas em prestação de serviços offshore que já estão se estruturando para atender o mercado futuro. Um caso emblemá- tico é a OceanPact, que recentemente até se associou à Abeeólica por conta da nova estratégia. Com experiência para atender deman- das de operações submarinas e logística marinha, engenharia, levantamento de dados oceanográficos, de licenciamen- to ambiental e remediação ambiental no mercado offshore, a empresa criou divi- são específica para acompanhar de perto o desenvolvimento da fonte no país (e de outras vertentes da transição energética) para, assim que necessário, já estar prepa- rada para prestar os serviços para os pri- meiros projetos. Segundo o diretor de novos negócios e sustentabilidade, Fernando Borenzstein, contratado para coordenar a tarefa em 2021, a OceanPact tem expertise para su- portar desde demandas iniciais dos proje- tos, como licenciamento e levantamento de dados (medições de ventos e de corren- tes, por exemplo), até no auxílio de implan- tações de sistemas submarinos, durante as obras, e nas operações, com apoio logísti- co de suas embarcações. Para começar pela fase inicial, aliás, a empresa já se adiantou para suprir o mercado de algo que será necessário na realização dos estudos para planeja- mento dos parques eólicos. Em abril, foi assinado um memorando de entendi- mento com a espanhola Eolos, para dis- ponibilizar no Brasil tecnologia de medi- ção de ventos para eólicas offshore. A tecnologia funciona em boias de medição, com sistema a laser, batizado de Lidar, que consegue medir ventos a 200 metros de altura. Segundo Boren- zstein, o acordo com a Eolos é muito importante, já que no momento há es- cassez global dos sistemas, dada a al- ta demanda global que tem absorvido a oferta existente rapidamente. “Somos os primeiros a ter essa parceria para a tecnologia no Brasil”, diz. Nas outras áreas de atuação da Oce- anPact, há várias demandas das eóli- cas offshore que podem ser atendidas. Em levantamentos submarinos, que exi- gem filmagens de fundo do mar para os projetos, a empresa tem expertise e equipamentos para realizar serviços até profundidades da área do pré-sal, de 3 mil metros de lâmina d´água. “Para as águas rasas de até 50 metros, onde te- rão os primeiros projetos de eólicas, se- rá bastante mais simples”, compara.

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