Brasil Energia | Ed. 475 - Junho, 2022

Brasil Energia , nº 475, 15 de junho de 2022 3 Diretor Presidente Celso Knoedt Diretores Patrícia Quintão Rosely Máximo Editor Executivo Rosely Máximo Redatores Alexandre Spatuzza Ana Luisa Egues Celso Chagas Chico Santos Cláudia Siqueira Eugenio Melloni Felipe Salgado Marcelo Furtado Monica Magnavita Thais Custodio Theo de Souza Tratamento de Dados Mauricio Fagundes Rick Marzioni Programação Visual Ana Beatriz Leta ASSINATURAS Assinaturas Alessandra Alves assinaturas@brasilenergia.com.br Tel: (21) 3503-0303 / 98702-4237 A e-revista Brasil Energia é uma publicação aberta, suportada unicamente por seus anunciantes. Você também pode querer assinar uma das nossas publicações assinadas. Cenarios:Anual, R$ 1.390 EnergiaHoje:Anual, R$ 1.095; Mensal, R$ 105 PetroleoHoje:Anual R$ 1.095; Mensal R$ 105 Atendimento ao assinante Tel: (21) 3503-0303 / 98702-4237 PUBLICIDADE Paula Amorim publicidade@brasilenergia.com.br Rio de Janeiro Bianca Bandeira - (21) 99698-0274 Elia Carvalho - (21) 97918-3539 Lúcia Ribeiro - (21) 97015-4654 São Paulo Fernando Polastro - tel/fax: (11) 5081-6681 EDITORA BRASIL ENERGIA LTDA RUA CONSELHEIRO SARAIVA,28 SALA 601 20091-030 - RIO DE JANEIRO Tel (21) 3503-0303 Os avanços tecnológicos no setor de energia, especialmente emmo- mentos de crise, emgrande parte têm seguido a passos mais rápidos do que a regulação. É o que, por analogia, foi classificado como “uberiza- ção” do setor de energia, em trabalho de pesquisa da FGV Energia con- duzido, em 2016, pelas pesquisadoras Tatiana Bruce e Lavinia Hollanda. No Caderno Opinião intitulado “A uberização do setor de energia elétrica”, as autoras procuraram demonstrar que o setor de energia, onde a inovação tecnológica costumava acontecer pelo lado da ofer- ta, começava a ser influenciada pelo consumidor. “Uma nova onda de inovação deverá ocorrer do lado da demanda, com o potencial de pro- vocar uma grande ruptura na maneira como a energia é entregue aos consumidores”, previa o artigo. Seis anos depois chegamos ao futuro e a inovação pelo lado da de- manda já se impõe, seja no crescimento exponencial da geração distri- buída ou na ampliação do mercado livre, que será disponibilizado a to- dos os consumidores a partir do PL 414 (projeto de modernização do setor elétrico em tramitação na Câmara dos Deputados). Como mostra matéria na página 68 – “Comercializadores e o setor varejista” – a partir da sanção da lei, esperada para antes das eleições em outubro, em até 42 meses todos os brasileiros, a exceção dos consumi- dores em tarifa social, poderão escolher seu fornecedor de energia. Serão mais 85 milhões de consumidores aptos a mudar para o mercado livre. “Quando entrar em vigor, o PL será um divisor de águas no setor elé- trico, influenciando não só os custos como a própria estrutura de for- necimento e consumo”, avalia nosso repórter, Theo de Souza. Todo o setor já se prepara para a mudança, incluindo as distribuidoras. E, de certa forma, a tecnologia é o fio condutor dessa edição: eólica offshore movimentando a cadeia produtiva de óleo e gás, que já se pre- para para atender essa modalidade de geração; a nova fronteira da lique- fação do biometano – o bioGNL, começando a se desenvolver; o avanço dos estudos para eletrificar a frota com célula de combustível a etanol; novas soluções para tornar as usinas solares flutuantes mais competitivas. Esses movimentos e muito mais estão disponíveis nas próximas pági- nas. Prova de que muitas vezes são elas, as crises, que nos impulsionam para um mundo melhor. Boa leitura! Rosely Maximo Editora executiva rosely@brasilenergia.com.br

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