Brasil Energia | Ed. 475 - Junho, 2022
30 Brasil Energia , nº 475, 15 de junho de 2022 INDÚSTRIA cessário um novo Proinfa para incenti- var o setor de início, com ações como desoneração de cobrança de outorga, conteúdo mínimo nacional em leilões, enfim, um tratamento diferenciado pa- ra os primeiros projetos. Na sua análise, a curva de aprendiza- do permitiria, entre outras coisas, que o parque produtivo offshore, que inclui caldeirarias pesadas, estaleiros, cantei- ros de obras e empresas de proteção ca- tódica, retomassem a integralidade de suas capacidades instaladas, hoje com algumas plantas com ociosidade, e se desenvolvessem tecnologicamente para atender a nova fonte. Para ele, aliás, cobranças por outor- gas ou os bônus de assinaturas propos- tos pelo PL 576/21, do senador Jean Paul Prates, podem inviabilizar projetos em um momento em que vários países do mundo disputarão o mercado. “O Brasil tem capacitação offshore, mas parte de- la precisaria ser recuperada por meio de uma curva de aprendizado”, diz. Tem mesma opinião Diogo Nóbrega, diretor no Brasil do maior fundo estrutura- dor de projetos eólicos offshore do mun- do, o dinamarquês Copenhagen Offsho- re Partners (COP). Já com quatro projetos em licenciamento no Ibama, com total de 7,2 GW, Nóbrega considera fundamental que na fase inicial a fonte conte com in- centivos e tenha uma oneração mínima para poder se desenvolver. Já com mais de 3 GW em operação no mundo e 20 GW em desenvolvimen- to, o COP tem nos planos aportar ini- cialmente US$ 6 bilhões nos projetos brasileiros, mas o risco de não haver um tratamento diferenciado no começo da fonte pode atrapalhar os planos. “O Brasil não pode perder a janela de opor- tunidades, que é agora, se não vai per- der investimentos para outros países, principalmente da Ásia”, disse. O COP tem aproximadamente US$ 29 bilhões sob sua gestão e meta de investir US$ 130 bilhões até 2030 em projetos eóli- cos offshore no mundo. n Diogo Nóbrega, do fundo dinamarquês COP: é fundamental que a fonte tenha incentivo na fase inicial Leandro Arceu, da Aker Solution: infraestrutura e rede subsea para transmissão Fernando Borensztein, da OceanPact: parceria com Eolos para medição dos ventos Nicola Mirto, da Nuclep: empresa já tem maquinário para atender ao segmento
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