Brasil Energia | Ed. 475 - Junho, 2022

34 Brasil Energia , nº 475, 15 de junho de 2022 MOBILIDADE Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), com vistas a tornar essa tecnologia comercialmente viá- vel. “Depois disso, é preciso fazer a engenharia de aplicação, instalar uma fábrica para construção do veí- culo e definir a cadeia de fornece- dores de insumos”. A intenção da Nissan é desenvolver o veículo elétrico movido a célula de combustível também para outros paí- ses que têm produção de etanol – co- mo EUA, Tailândia, Índia e China – e gás natural (o caso de China e Rússia, por exemplo). A tecnologia pode uti- lizar, ainda, biogás e biometano. Híbrido flex A montadora Toyota também está de olho na tecnologia de célula com- bustível, mas até o momento sem o uso do etanol. Em junho, firmou par- ceria com a White Martins para que a empresa que atua com gases indus- triais e medicinais forneça hidrogênio para o abastecimento do Toyota Mi- rai, um dos automóveis elétricos à cé- lula combustível da montadora, que realizará demonstrações em sua uni- dade em Sorocaba (SP) ao longo des- te ano. O lançamento dessa solução no mercado exigiria o desenvolvimen- to de uma infraestrutura de transporte e distribuição de hidrogênio no Brasil. A Toyota considera que há mais de um caminho para a eletrificação, por is- so busca oferecer soluções diversifica- das levando em conta a realidade eco- nômica, social e de infraestrutura das regiões em que atua. “No Brasil, acreditamos que o ca- minho da eletrificação começa pelos Volkswagen: modelos híbridos e flex com etanol

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