Brasil Energia | Ed. 475 - Junho, 2022

Brasil Energia , nº 475, 15 de junho de 2022 59 sobre seu funcionamento. Isso permitirá, por exemplo, a intervenção de um espe- cialista consultado a partir de qualquer lugar do mundo. O coração da obra O “Pacote 5” é o principal da moder- nização, englobando 70% do seu orça- mento (R$ 700 milhões), e abrange a atu- alização da Casa de Força e da Tomada D’água, incluindo as seis UGs da usina e os sistemas auxiliares de geração, chama- dos BOP (Balance of Plant). O contrato foi assinado no final de 2021 com o con- sórcio GE/PowerChina e se estenderá até 2029. A execução exigirá três canteiros de obra, um para armazenamento e monta- gem dos equipamentos, outro para ativi- dades de planejamento e engenharia de campo e o terceiro para apoiar as ativida- des da Casa de Força. O histórico de manutenções correti- vas indicou o início das obras pelo BOP, dada a existência de alguns equipa- mentos e sistemas com vida útil ven- cida. Em julho de 2023 acontecerá a parada da primeira UG para moderni- zação, com prazo de execução de dez meses, devendo as paradas seguintes acontecerem anualmente, sempre em julho, de modo que a última UG terá suas obras iniciadas em julho de 2028 e concluídas em maio de 2029. O “Pacote 5” está atualmente em fase de desenvolvimento do proje- to executivo e de fabricação de no- vos componentes. Segundo Pereira, as equipes do consórcio vencedor es- tão aproveitando a parada programa- da da UG2, por 60 dias, para examiná- -la e fazer as medições necessárias ao projeto. A ferramenta BIM permitirá a interação simultânea entre projetistas e fabricantes. O “Pacote 6”, que acompanha o prazo de execução do 5, consiste em modernizar os sistemas de iluminação, aterramento e de proteção contra des- cargas atmosféricas (SPDA) da usina. Além de medições e ajustes de ater- ramento, serão implementados outros minipacotes, como a instalação de 110 câmeras de monitoramento adicionais às 30 já em funcionamento, que irão auxiliar o acompanhamento remoto do desenvolvimento do projeto, inclusive diretamente da China. O “Pacote 7” é o das obras civis e, de acordo com Pereira, foi deixado por último porque os instrumentos de aus- cultação da usina indicaram que a parte de engenharia civil de São Simão está em total harmonia estrutural, não havendo nada urgente a ser feito. A previsão é que essa etapa se desenvolva a partir de 2026 e se concentre no vertedouro e na crista da barragem. Paralelamente, São Simão dispõe de espaço na sua estrutura para instalação de outras quatro UGs de 285 MW ca- da, o que elevaria a capacidade insta- lada para 2.850 MW. Pereira disse que essa expansão está no escopo do pla- nejamento da SPIC Brasil, mas que atu- almente não há viabilidade econômica para sua execução. n

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