Brasil Energia | Ed. 475 - Junho, 2022

Brasil Energia , nº 475, 15 de junho de 2022 77 Empresas da área têm apostado em novos materiais e formatos dos flutu- adores para ganhar em custo e ainda, sempre que possível, tornar a tecnolo- gia mais ambientalmente correta, com materiais sustentáveis e baratos, sem perder o necessário bom desempenho, com resistência e durabilidade. Uma importante fornecedora glo- bal das estruturas, com tecnologia pa- tenteada em polietileno de alta densi- dade (PEAD), a francesa Ciel et Terre, por exemplo, já tem uma nova versão do seu flutuador (com marca comercial Hydrelio) que reduz em até 20% o seu custo e que passará a ser produzido no Brasil ainda neste ano por sua represen- tante local, a Ciel et Terre Brasil Manu- facturing (CTBM). A nova estrutura será produzida por processo de transformação plás- tica de sopro por empresa contrata- da pela CTBM, a Unipac, de Pompéia (SP), que já produz o modelo conven- cional dos flutuadores para a empresa comercializá-los nos ainda poucos pri- meiros projetos entregues e em forne- cimento no Brasil. Segundo explicou à Brasil Energia o sócio-diretor da Sunlution, Luiz Piauhyli- no Filho, cuja empresa de integração de sistemas solares tem parceria com a Ciel et Terre para uso das estruturas, o no- vo flutuador, cuja tecnologia passou a estar disponível globalmente em 2022, será primeiro produzido e comercializa- do no Brasil. E o custo será reduzido, no capex das usinas, por conta do design que o torna muito mais leve do que o modelo atualmente empregado nos projetos, demandando menos material para sua produção. Para se ter uma ideia, o modelo atu- al, chamado de Classic, com design de 2011, tem peso equivalente de 43 kg por kWp instalado, enquanto o novo, com versão otimizada e batizado de Op- tim, reduziu o peso para 19 kg/kWp. “A Unipac já está fazendo o molde do novo modelo”, diz. A redução no custo do capex das usinas também tem a ver com a lo- gística. Para o transporte do modelo Classic, são necessários 29 contêine- res para o transporte de 1 MW em flu- tuadores, enquanto para o Optim ape- nas 12 contêineres. “Além disso, o novo flutuador vai poder trabalhar com módulos fotovol- taicos com potência até 650 Wp cada e o atual atende apenas os módulos até 400 Wp. Resumindo, ele vai ter menos peso e ainda poderá operar com mais potência, o que reduzirá muito o cus- to para a usina”, acrescenta Piauhylino. Por fim, outra vantagem importan- te do novo flutuador, que já deve estar disponível em agosto para uso em usi- nas em implantação pela Sunlution no Brasil, é seu design ter uma área mais

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