Brasil Energia | Ed. 475 - Junho, 2022

80 Brasil Energia , nº 475, 15 de junho de 2022 TECNOLOGIA está em operação uma instalação de 1 MWp, a Sunlution foi uma das vence- doras de chamadas públicas do Emae, em São Paulo, para implantação de pro- jetos de usinas solares flutuantes na re- presa Billings. Segundo Luiz Piauhylino, até o fim do ano será concluída usina flutuante de 5 MW para o projeto do Emae na represa, que visa criar SPEs em sociedade com as empresas selecionadas para comerciali- zação da energia. De acordo com o exe- cutivo, o projeto com o Emae vai chegar pelo contrato a até 60 MW, o que de- ve ser concluído até o fim de 2023 para não perder os descontos da geração dis- tribuída. Isso porque pelo novo marco regulatório da GD os descontos no fio da modalidade começam a cair de for- ma gradativa a partir de 2023. Afora esses projetos, o executivo tra- balha com a expectativa de mais uma demanda por 100 MW de projetos em geração distribuída de origem pública e privada em vários estados do país, co- mo Pernambuco, Minas Gerais e Para- ná, em processos licitatórios que devem acontecer até 2023. Mas a perspectiva fica ainda maior quando se pensa na possibilidade de hi- bridização de usinas de grande porte, principalmente para utilizar a solar flu- tuante em reservatórios de hidrelétricas. “Só na hidrelétrica em Sobradinho, com seu 1 GW de potência instalada, usando apenas 1% da superfície do la- go é possível acrescentar 1 GW de ener- gia solar fotovoltaica”, lembrou o res- ponsável por desenvolvimento de mer- cado para construção civil e infraestru- tura da petroquímica Braskem, Jorge Alexandre Alves da Silva. A Braskem está diretamente inte- ressada no desenvolvimento da nova demanda e para isso adequou o seu polietileno para a produção dos flutu- adores da Ciel et Terre, com uso de aditivos anti-UV para dar mais lon- gevidade à estrutura, e foi importan- te também para identificar empresas transformadoras de plástico no Brasil, como a Unipac, para a nacionalização da produção. Para Silva, o potencial inquestioná- vel justificou o interesse da Braskem em ajudar a desenvolver o mercado. Com a expectativa positiva elevada para os próximos anos, aliás, a CTBM já traba- lha para ter mais empresas transforma- doras de plástico para ampliar a produ- ção dos seus novos flutuadores. Ainda para o executivo da Braskem, a redução de custos com os flutuadores e a maior potência dos módulos solares mais novos vão ser os dois fatores deter- minantes para tornar as usinas solares flutuantes cada vez mais presentes no mercado de grande porte, em hibridiza- ção nos reservatórios de hidrelétricas. O potencial nesse mercado, acres- centa Piauhylino, é imenso. Segundo ele, ao se utilizar apenas 8% da superfí- cie de água dos reservatórios das hidre- létricas do Brasil, seria possível instalar 452 GW de potência com energia solar fotovoltaica flutuante. n

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