Brasil Energia | Ed. 477 - Setembro, 2022
Brasil Energia , nº 477, 20 de setembro de 2022 113 setor, a PRIO conseguiu fechar as principais frentes do projeto. Ao invés do conceito tradicional de EPC, a companhia optou, no final das contas, por fazer contratações se- paradas por equipamentos, quebrando o processo e efetuando as aquisições direta- mente com os fabricantes. Em uma ação pouco convencional jun- to ao mercado fornecedor, a PRIO com- prou, de forma isolada, umbilicais, mani- fold, bombas multifásicas, ANMs, riser/ flow PO, umbilicais e outros equipamen- tos. Ao todo, com a estratégia, serão con- tratadas mais de dez empresas. Segundo Francisco Francilmar, diretor de Operações da PRIO, o conceito de EPC não atendeu às necessidades de prazo e de custo do projeto. Antes de fechar as contratações, a companhia fez duas ten- tativas frustradas, tendo iniciado a primei- ra investida ao mercado em 2021. “O primeiro orçamento que a gente fez de Wahoo ficou tão caro que torna- va o projeto inviável. A partir disso, co- meçamos a conversar com as empresas e a rever a nossa metodologia de con- tratação”, afirma o executivo. Projetado para produzir 40mil barris/dia de óleo, Wahoo é considerado um campo de economicidade apertada. A descober- ta foi feita em 2008, quando a Anadarko ainda respondia pelo ativo, antes do proje- to ser assumido pela BP, petroleira que efe- tuou a venda para a PRIO, em 2020. Wahoo terá quatro poços produtores, que ficarão interligados ao FPSO de Frade, além de dois injetores. O sistema de tie-ba- ck de 33 km será desenvolvido com linhas rígidas de 9” de diâmetro e contará com bombas multifásicas que farão o bombeio da produção de Wahoo para Frade. Já no segundo semestre de 2023, a PRIO começará a perfurar os primeiros po- ços de Wahoo. O plano inicial é utilizar a sonda Norbe VI, da Ocyan, que está ope- rando em outros ativos da carteira, mas não é descartada a possibilidade de haver uma troca com a West Capricorn, sonda recém-adquirida pela petroleira. O projeto será instalado em lâmina d´água de 1,3 mil m e produzirá um óleo de 30º API. O campo sustentará o platô de produção por pouco tempo, registrando declínio em poucos meses. A produção conjunta de Wahoo e Frade totalizará, em 2024, 75 mil barris/ dia de óleo. Tie-back X modelo convencional A opção pelo conceito de tie-back, de acordo com Francilmar, foi o modelo encontrado para aproveitar as sinergias com outros ativos da carteira e tornar o projeto viável do ponto de vista econô- mico. Sob esse conceito, a PRIO terá que investir US$ 800 milhões para desenvol- ver Wahoo, ao passo que se fosse insta- lar uma unidade na área seria necessário aportar de US$ 2,5 a US$ 3 bilhões. Francisco Francilmar, diretor de Operações da PRIO: vida útil 15 anos maior com produção conjunta de Frade e Wahoo Divulgação PRIO
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