Brasil Energia | Ed. 477 - Setembro, 2022

30 Brasil Energia , nº 477, 20 de setembro de 2022 HIDROGÊNIO Habib, da Casa dos Ventos: viável na Europa para uso em veículos Victor Ribeiro, da Thymos: competitividade atrelada ao ganho de massa crítica se de produção, que envolve uma ca- pacidade de 10 mil toneladas ao ano de hidrogênio e a conversão em 60 mil toneladas de amônia. A produção deverá ter início em 2023. ACasa dos Ventos tambémestá buscan- do se estabelecer nesse mercado. A compa- nhia firmou com a Nexway, empresa de efi- ciência energética da Comerc, uma parce- ria para o desenvolvimento de projetos de produção de hidrogênio no Brasil. A parce- ria vislumbra o desenvolvimento de proje- tos de maior escala focados na exportação de hidrogênio verde e plantas de pequeno e médio porte para indústrias. As empresas têm planos para desenvolverem projetos no Piauí, Bahia, Ceará e Pernambuco. No Piauí, onde tem projetos de geração eólica com cerca de 3 mil MW de capacidade, a Ca- sa dos Ventos planeja a produção de hidro- gênio verde em uma planta a ser instalada na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba. O segmento de fabricação de cloro-álca- lis se considera vocacionado para se trans- formar em um dos principais fabricantes de hidrogênio verde. Isso porque o processo de eletrólise é utilizado na fabricação do cloro no Brasil, gerando, além da soda cáustica, o hidrogênio verde. Segundo informou a Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), a cada tonelada de cloro são produzidos, durante a eletróli- se, 28 quilos de hidrogênio, que é utilizado como matéria-prima ou fonte térmica. Com base nessa capacidade, a Abi- clor calcula que seria possível gerar 18 mil toneladas de hidrogênio verde por ano, considerando nesse cálculo a ex- pansão da produção de cloro que acom- panhará o atendimento da meta de uni- versalização do saneamento até 2033. Políticas públicas Paralelamente ao movimento das empresas, as instituições do setor de energia vão, aos poucos, dando os pri- meiros passos para estruturar o funcio- namento deste segmento. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, em agosto, a instituição do Programa Nacional do Hidrogênio (PNH 2), que tem como objetivo fortalecer o mercado e a indústria do hidrogênio no país. Também foi aprovada a criação de um comitê gestor para essa política pú- blica, constituído por representantes de vários ministérios e da Aneel, ANP e EPE. Consumo no Brasil A discussão envolvendo a produção de hidrogênio verde e sua vocação para a ex- portação já havia sido captada pela EPE, que incluiu um capítulo sobre a nova fon-

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