Brasil Energia | Ed. 477 - Setembro, 2022

Brasil Energia , nº 477, 20 de setembro de 2022 41 foram cadastrados fornecedores, cujos atestados e documentação estão sendo avaliados para iden- tificar a capacidade de atendimento à demanda. Grandes contratantes associados à Abpip tam- bém foram incluídos no painel do Petrosupply, que será apresentado no Fórum Onshore a ser re- alizado no último dia da Rio Oil & Gás. Quando estiver concluído – a meta, segundo Aline Lobo, coordenadora do Polo Onshore, é lan- çar o portal até julho de 2023 - o sistema vai fun- cionar de forma inteligente e dinâmica, cruzando as bases de dados georreferenciadas de operado- res e fornecedores. “A gente brinca que é o Tin- der do setor, porque vai promover um ambiente de match de encontro, relacionamento de troca e, na hora de efetivar a contra- tação, segue para o ambiente exclusivo de cada operadora”, diz Aline. Pelo Petrosupply será possível fazer rodadas de negócios virtuais e acessar umportfólio de soluções de inovação e tecnologia para que os fornecedores possam se capacitar para as novas demandas. A Abpip também vai criar com o Sebrae um selo de referência, para que fornecedores se ade- quem aos padrões de qualidade exigidos pela in- dústria de petróleo. Em agosto o governo federal publicou o decreto 11.175, que vai fazer com que a ANP reavalie o cálculo do preço de referência. Isso garante que vai haver redução de royalties? Não existe redução de royalties, existe ade- quação de alíquota para aumento de arrecada- ção de royalties. Essa é a frase que tá no mind- set de qualquer brasileiro hoje. E honestamen- te, mesmo que a contribuição dos royalties não cresça, a quantidade de emprego que o onsho- re está gerando é impressionante. Nosso setor tem uma série de benefícios que poucas ativi- dades têm. Temos uma média salarial cinco ve- zes maior que a média nacional, quem diz isso é o BNDES. Para cada emprego direto são ge- rados nove indiretos e 36 pelo efeito renda. É emprego na veia. O Brasil ainda tem potencial de descobertas em terra? Cerca de 95% do nosso território é desco- nhecido, e falo das bacias sedimentares. Isso aconteceu porque o Brasil percebeu tarde que ele podia complementar a saída da Petrobras com outros agentes. Quando se descobriu a Ba- cia de Campos, um negócio gigantesco na épo- ca, era o timing perfeito para botar empresas menores para tomar conta do onshore. Maspequenasemédiasempresastêmmaisfoconaprodução... A gente vai chegar lá e está demonstrado que as empresas têm apetite pra isso. A Origem comprou um carrinho inteiro de áreas na oferta permanente, a Alvopetro descobriu umcampo aqui no Recôncavo e chegou a produzir 2.000 boe/dia na bacia mais ma- dura de todas. Nós estamos caminhando bem, tan- to no Reate como no Promar. Precisamos concluir o programa de desinvestimento e fazer essa reforma de uma maneira mais célere. Qual a perspectiva de negócios para os próximos anos? O ano de 2023 vai ser de escassez em tudo, de mão de obra, de equipamentos, porque vão entrar os polos Bahia Terra, Potiguar, Carmópolis e Urucu. E o Brasil ainda tem9.000 poços que precisa descomissio- nar e outros 7.000 poços ativos que vão demandar in- tervenções. Vamos precisar de muita sonda. Por isso grandes contratantes estão voltando para o onshore? Sim, porque estão vendo que agora tem contrato. Dá mais trabalho porque tem que bater em várias por- tas,mas nãoémais um jogodeumabola só. Deles de- pende qualidade do serviço e capacidade de fazer ne- gócio. E todos são bons nisso. Aline Lobo, coordenadora do Polo Onshore do Sebrae: trabalho de governança e capacitação

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