Brasil Energia | Ed. 477 - Setembro, 2022

44 Brasil Energia , nº 477, 20 de setembro de 2022 PETRÓLEO SEACREST PETRÓLEO A Seacrest Petróleo, unidade brasileira da em- presa global de private equity Seacrest Capital, pretende investir U$ 100 milhões em projetos de desenvolvimento de campos e em campanha de reativação de mais de 200 poços. Também está nos planos da empresa a perfuração de poços, bem como programas de injeção de vapor e água para recuperação secundária. No Polo Cricaré, comprado em parceria com a Karavan, a produção aumentou 84% no período de fevereiro de 2022, quando a empresa assumiu a operação, até maio, saindo de 664 barris/dia para 1.222 barris/dia. Já o Polo Norte Capixaba foi comprado em fevereiro de 2022 e ainda está em processo de transição da operação. De fevereiro a abril o vo- lume de produção cresceu 13%, de 5.044 barris/ dia para 5.698 barris/dia. O petróleo produzido nos ativos da Sea- crest é enviado, depois de tratado, ao termi- nal aquaviário Norte Capixaba para venda. Já o gás é consumido internamente para abaste- cimento das estações e suprimento das unida- des geradoras de vapor. De acordo com a empresa, já foram realiza- das mais de 30 reaberturas de poços nos ativos de seu portfólio. 3R A 3R vai investir US$ 1,2 bilhão, até 2025, nos ativos onshore e offshore que possui em cin- co estados – Polos Potiguar, Pescada e Macau, no Rio Grande do Norte, Recôncavo e Rio Ventu- ra, na Bahia, Areia Branca e Fazenda Belém, no Ceará, Peroá, no Espírito Santo, e Papa-Terra, no Rio de Janeiro. Do investimento total, cerca de 40% serão apli- cados no Polo Potiguar, formado por 26 campos com infraestruturas de tratamento de gás e refino, cuja aquisição deve ser concluída no primeiro se- mestre de 2023. Desde que assumiu os ativos, a 3R registrou aumento na produção em todos os polos. No Po- lo Recôncavo, com apenas quatro meses de ope- ração, o aumento chegou a 60%, se comparado com o último mês de gestão da Petrobras. Em Macau o aumento foi de 30% e no Polo Rio Ven- tura a produção dobrou. Para aproveitar as sinergias geradas pela ope- ração conjunta dos ativos, a 3R formou os clus- ters Recôncavo, com os Polos Rio Ventura e Re- côncavo, e Potiguar, com os Polos Macau, Poti- guar, Fazenda Belém e Pescada. Atualmente a empresa tem cinco sondas de inter- venção contratadas, sendo três alocadas na Bahia e duas no Rio Grande do Norte, e está em processo de internalização de sondas de perfuração onshore au- tomáticas, que devem começar a chegar no quarto trimestre de 2022. A previsão da 3R é perfurar novos poços na bacia Potiguar até o fim do ano e na do Re- côncavo no segundo trimestre de 2023. A produção consolidada da 3R chegou a 12,6 mil boe/dia em junho, com destaque para o Cluster Recôncavo, que representou 40% do total. O gás produzido pela 3R na Bahia é vendido para a Bahia- gás, depois de tratado nas instalações da Petrobras. No Rio Grande do Norte, os contratos de ven- da de gás são feitos com a Petrobras e para o tra- tamento são utilizadas as instalações do Polo Poti- guar, em processo de transição para a 3R. No Espírito Santo, a 3R tem contrato de venda da produção de gás com a Petrobras e o tratamen- to é feito na estação de Cacimbas, em Linhares. O óleo também é vendido diretamente para a Petrobras. A 3R está desenvolvendo novos projetos em su- as áreas de produção. No Polo Macau está em fi- nal de comissionamento a planta Gas-to-Wire, ter- melétrica modular que vai aproveitar o gás capta- do dos poços e sistemas produtivos. A previsão é iniciar a operação ainda em 2022. Outro projeto em fase de comissionamento são as plantas de separação óleo-água do Polo Macau, que permitirá à companhia especificar a produção e fazer a medição dos volumes produzidos de for- ma fiscal (base para faturamento). No final do segundo semestre de 2022 a 3R contava com 438 colaboradores diretos ativos.

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