Brasil Energia | Ed. 477 - Setembro, 2022

78 Brasil Energia , nº 477, 20 de setembro de 2022 TECNOLOGIA o que contribuirá para reduzir as emissões em até 20%durante a vida útil do projeto. Sergipe em detalhes Voltado a atender as áreas de Cavala, Palombeta, Agulhinha e Agulhinha Oeste, Budião, Budião NW e Budião SE, o proje- to de Sergipe terá dois módulos, cada um com um FPSO capacitado para produzir 120 mil barris/dia de óleo e processar 10 milhões de m 3 /dia de gás. No módulo 1, a Petrobras prevê exportar 8 milhões de m 3 / dia de gás, ante os 10 milhões de exporta- ção programados para o módulo 2. Todo o gás produzido no projeto de Sergipe será exportado para a costa através de um gasoduto de 120 km e 16” de diâmetro. O bid para construção da rede só deverá ser lançado entre o fi- nal de 2023 e o início de 2024. A linha terá capacidade para escoar até 18 milhões de m 3 de gás, o que irá as- segurar ao Nordeste um volume próximo das grandes rotas do pré-sal, como o Rota 3, cuja capacidade totaliza 21 milhões de m 3 , e muito expressivo até mesmo em re- lação ao consumo total do Brasil que gira em torno de 100 milhões de m 3 /dia. A Petrobras está reavaliando o EVTE do projeto de Sergipe Águas Profundas, após o cancelamento, por preço excessi- vo, do bid para contratação do FPSO do módulo 1 sob o regime de BOT (Build Operate Transfer). O processo teve pro- posta apenas da Ocyan, que apresentou preço total de quase US$ 4 bilhões. Dispostas a aumentar a atratividade do projeto junto ao mercado, a área técnica e a Diretoria da Petrobras já definiram que vão licitar os dois FPSOs juntos, avalian- do ainda o modelo de contratação a ser adotado, se afretamento ou EPC (Engine- ering, Procurement and Construction). As mudanças impactarão o cronograma de entrada em operação do projeto. Embora a nova data ainda não tenha sido fechada, já é certo que os dois mó- dulos entrarão em operação no mes- mo ano e não com uma defasagem de um ano, como era previsto inicialmente. Na prática, o primeiro óleo do módulo 1 sofrerá atraso, enquanto a entrada em operação do módulo 2 será antecipada. O mais provável é que o cronograma do primeiro óleo seja fixado para 2027 ou 2028, na revisão do Plano Estratégico 2023- 2027. No plano atual, a entrada em opera- ção domódulo 1 estava prevista para 2026. Omódulo 1 atenderá aos ativos de Cava- la, Palombeta, Agulhinha eAgulhinhaOeste. Já o segundo FPSO ficará interligado aos po- ços de Budião, Budião NWe Budião SE. Oescopooriginal domódulo1previaum total de 14 poços (oito produtores e seis in- Mapa dos campos do projeto Sergipe Águas Profundas Cortesia Petrobras

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