Brasil Energia | Ed. 477 - Setembro, 2022

90 Brasil Energia , nº 477, 20 de setembro de 2022 PETRÓLEO A recuperação das atividades pós-pandemia está movimen- tando a cadeia de apoio lo- gístico offshore. Com o preço mais alto do barril de óleo e a venda de no- vas áreas de E&P, tanto em licitações da ANP quanto pelo desinvestimento da Petrobras, aumenta a demanda por serviços num rit- mo maior do que a infraestrutura e as fro- tas estão aptas a atender. Somadas às novas atividades que vão utilizar essa logística, co- mo eólicas offshore, tem-se um momento desafiador para o setor, que terá que reor- ganizar frotas e ampliar áreas de apoio. De acordo com as mais recentes pro- jeções realizadas pela Leggio Consulto- ria, especializada em Óleo & Gás, a pro- dução de petróleo offshore nas bacias do Sudeste será crescente até o ano de 2040, quando deve alcançar o volume de 5,1 milhões de barris/dia. Este volu- me é maior do que o estimado em 2019, antes da pandemia de COVID-19, quan- do previa-se um pico de produção de 4,8 milhões de barris/dia em 2035. “O adiamento do ponto máximo es- perado de produção é um efeito da pan- demia, que atrasou diversos investimen- tos no setor. Mas o novo cálculo do volu- me de produção já considera os últimos leilões, com novos blocos sendo explora- dos e a presença de novos campos nas bacias do Sudeste”, explica Marcus D´E- lia, sócio-diretor da Leggio. O volume maior de produção tem como consequência o aumento da demanda por serviços de apoio e movimentação de carga offshore, que se reflete na expansão de uni- dades de produção e exploração nas bacias de Santos e de Campos. Pela nova projeção da Leggio, há expectativa de aumento do número de unidades de produção, atingin- do 122 unidades em operação em 2038. “Na Bacia de Campos, o novo termi- nal da Edson Chouest, no Porto do Açu, com 12 berços, tem capacidade para atender ao crescimento da demanda na região. No entanto, na Bacia de Santos, existe oportunidade de aumento da ocu- pação dos terminais localizados na Baía de Guanabara, com cerca de 6 berços adicionais para carga e serviços offsho- re”, afirma D´Elia. Bases disponíveis no Sudeste Principal ponto de apoio offshore, o estado do Rio de Janeiro possui mais de 10 bases de apoio marítimo. Entre elas, a Wilson Sons, com duas, sendo uma na região portuária do Rio e outra em Nite- rói, cidade onde estão também as bases da Camorim, PP Log e da MacLaren; tam- bém no porto do Rio estão as bases da Triunfo Logística, e da Nitshore/Nitport; na cidade de Macaé a Petrobras inaugu- rou em junho sua base de apoio no Porto de Imbetiba e em Angra dos Reis, o Porto de Docas também tem atuação no apoio offshore à Bacia de Santos. No Porto do Açu, que abriga 15 empre- sas, estão as bases da TechinpFMC, da Bra- sil Port (controlada pela Edson Chouest), da OceanPact, da Dome, da Intermoor e da Vast Infraestrutura (ex-Açu Petróleo). No Espírito Santo estão as bases da CPVV da Zemax, da SS Naval, do Terminal Peiú e

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