Brasil Energia | Ed. 477 - Setembro, 2022
92 Brasil Energia , nº 477, 20 de setembro de 2022 PETRÓLEO da Vitória Offshore Logística na região por- tuária de Vitória. E no Sul, em Itajaí (SC), está a base da Itashore. Grande parte da movimentação no apoio aéreo concentra-se no Rio de Janei- ro, como ponto de partida para as opera- ções nas bacias de Campos e Santos, a par- tir dos aeroportos em Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Macaé, Maricá e Jacarepa- guá. Base localizada no aeroporto de Nave- gantes (SC) tambémpresta suporte às com- panhias de petróleo. As instalações no Nordeste Apesar da concentração das opera- ções logísticas offshore no Sudeste, as regiões Norte e Nordeste apresentam um enorme potencial com o desenvol- vimento de campanhas e a descoberta de reservas promissoras entre o litoral do Amapá e do Rio Grande do Norte. Por ter mais blocos como operadora e ser a maior produtora de óleo e gás no mar, a Petrobras domina o segmento de apoio logístico offshore com presen- ça em todas as bacias e principais opera- ções em portos, aeroportos e heliportos. Bases localizadas nos aeroportos de Fortaleza (CE), Aracaju (SE), Salvador (BA), Vitória (ES), Navegantes (SC) também são utilizadas pelas petroleiras para o suporte necessário às operações marítimas. Infraestrutura insuficiente O ex-diretor da ANP, Felipe Kury, é en- fático ao afirmar que a indústria de apoio offshore não possui infraestrutura para su- portar o crescimento da demanda. Na vi- são dele, a infraestrutura já não é suficiente nem para o que já está contratado. “Nós estamos vendo uma retomada das atividades exploratórias que ficaram paradas por conta da pandemia e do bai- xo preço do barril, e a previsão é que isso gere um choque na oferta de forma ge- neralizada”, afirmou. Além disso, Kury relembra que a in- dústria de apoio é usada tanto para no- vos projetos no mar, como também nas atividades de melhoria do fator de recu- peração em ativos e de descomissiona- mento de plataformas. “Hoje deve-se investir, em média, cerca de R$ 10 bilhões ou R$ 11 bilhões por ano em descomissionamento. E eu estou incluindo tudo: retirada de linhas, descomissionamento de unidades de produção, recomposição do meio am- biente. É um mercado que está ficando cada vez mais dramático porque as pla- taformas estão ficando muito antigas. Temos que pensar no ciclo todo”, disse o executivo. Não somente pensar no ciclo todo de um projeto de O&G, mas também em ou- tras indústrias que utilizam infraestruturas no offshore, como é o caso das eólicas offshore, lembra Ricardo Chagas, diretor da Edison Chouest. “Em breve, a indústria de eólica offshore estará, também, de- mandando infraestrutura portuária e po- derá conflitar ainda mais com a área de óleo e gás, podendo até trazer problemas na cadeia logística, se eles não forem mi- tigados agora”, afirmou Chagas.
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