Brasil Energia | Ed. 478 - Dezembro, 2022

Brasil Energia , nº 478, 1 de dezembro de 2022 3 Diretor Presidente Celso Knoedt Diretores Patrícia Quintão Rosely Máximo Editor Executivo Rosely Máximo Redatores Alexandre Spatuzza Ana Luisa Egues Celso Chagas Chico Santos Cláudia Siqueira Esther Obriem Felipe Salgado Marcelo Furtado Nelson Valencio Thais Custodio Theo de Souza Tratamento de Dados Mauricio Fagundes Programação Visual Ana Beatriz Leta Rafael Quintão ASSINATURAS Assinaturas Alessandra Alves assinaturas@brasilenergia.com.br Tel: (21) 3503-0303 / 98702-4237 A e-revista Brasil Energia é uma publicação aberta, suportada unicamente por seus anunciantes. Você também pode querer assinar uma das nossas publicações assinadas. • Brasil Energy:Anual, R$ 1.419; Mensal, R$ 145 • Cenarios Eólica:Anual, R$ 1.390 • Cenarios Gás:Anual, R$ 1.390 • Cenarios Petróleo:Anual, R$ 1.390 • Cenarios Solar:Anual, R$ 1.390 • EnergiaHoje:Anual, R$ 1.095; Mensal, R$ 105 • PetroleoHoje:Anual R$ 1.095; Mensal R$ 105 Atendimento ao assinante Tel: (21) 3503-0303 / 98702-4237 PUBLICIDADE Paula Amorim publicidade@brasilenergia.com.br Rio de Janeiro Bianca Bandeira - (21) 99698-0274 Elia Carvalho - (21) 97918-3539 Lúcia Ribeiro - (21) 97015-4654 São Paulo Fernando Polastro - tel/fax: (11) 5081-6681 EDITORA BRASIL ENERGIA LTDA RUA CONSELHEIRO SARAIVA,28 SALA 601 20091-030 - RIO DE JANEIRO Tel (21) 3503-0303 O ponto de inflexão e o Ministério de Minas e Energia Em um país que chega a 2023 como potência global em ascensão em tantos segmen- tos minerais e energéticos, o que se pode esperar do novo Ministério de Minas e Energia além da escolha política imediata de um novo titular? O Brasil precisa dar um passo além, como o eterno fornecedor de matérias primas ou grande consumidor de produtos energéti- cos importados e o MME tem uma grande responsabilidade em mudar esse cenário de uma vez por todas. Não se trata apenas de transformar petróleo cru e sermos autossuficientes em gasolina e diesel. Nem produzir as naceles de nossos aerogeradores. Tampouco fabricar painéis solares com tecnologias importadas. O MME precisa assumir o protagonismo para orquestrar uma política energética que atenda todos os segmentos. A edição deste mês da Brasil Energia é um exemplo da diversidade latente que no país espera por soluções. A responsabilidade que se espera do MME é enorme. A edição desta- ca um conjunto de minerais raros que farão grande diferença em um mundo em transição energética e preocupado mais do que nunca com segurança energética. Destaca também o papel dos biocombustíveis em nossa matriz, não apenas quanto à mobilidade como carbo- no negativo, mas também na participação como gerador de energia. Mostra ainda a rapi- dez com que a potencial atividade eólica offshore atrai investidores interessados. Por onde começar, se são todos igualmente importantes? E como tornar eficazes as po- líticas públicas a serem implementadas? Com mais ou menos ações de Estado? Com mais ou menos recursos privados? Em edições anteriores, não deixamos de acompanhar o crescimento exponencial que temos como produtores de petróleo e o que fazer com o gás associado que vem em volu- mes cada vez maiores. Aceleramos a produção dos fósseis, enquanto ainda há demanda, ou “mandamos” a Petrobras desviar seu plano de negócios em O&G só para ficar melhor na foto entre as empresas que já avançam em transição energética? O dilema entre produzir fósseis de forma mais ou menos acelerada é apenas a ponta do iceberg. Um dos nossos colunistas, Telmo Ghiorzi, chama a atenção nesta edição, pela ené- sima vez, para as diferenças entre ser uma economia simples fornecedora de matérias pri- mas, pouco valoradas por serem disponíveis em muitos países, ou uma economia de ponta, que desenvolva inteligência e tecnologia aproveitando justamente seus recursos naturais. De quebra, seguramos a evasão de uma geração inteira que migra em busca de países que valorizam mais seus jovens talentos. O mesmo se aplica quando pensamos nos demais segmentos energéticos. Seremos apenas consumidores de painéis solares e baterias de lítio importados ou podemos desen- volver nossos modelos e nossas tecnologias, como por exemplo os veículos elétricos a base do etanol e não à base de baterias de lítio? Espera-se do MME também uma sinalização de Estado para a geração hidrelétrica, cujos reservatórios, muito além de geradores de energia, são supridores de água para o consumo humano e animal, irrigadores do agronegócio e agricultura familiar e moderado- res de enchentes em cidades todos os anos. Pra complicar ainda mais a equação, o Brasil detém uma das dez maiores reservas de urânio do planeta e a turma da geração nuclear tem fortes argumentos para defender maior participação dessa modalidade na matriz elétrica. Dito isso, como dosar pesos e medidas de política pública, para contemplar o desenvol- vimento de tantas oportunidades? Esta é a missão que se espera do novo MME a se formar em um novo governo, eleito como democrático. Não faltam lobbies atuando no Congresso. Os lobistas estão fazendo o que lhes é de direito, quando defendem seus interesses sectários. Cabe ao MME enxergar o todo, ocupar esse vazio e ser o condutor de uma política de Estado. Celso Knoedt Editor-chefe da Editora Brasil Energia

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=