Brasil Energia | Ed. 478 - Dezembro, 2022
46 Brasil Energia , nº 478, 1 de dezembro de 2022 TECNOLOGIA tas de cibersegurança do setor elétrico em nível mundial têm a visibilidade dos ativos monitorados por IoT”, informa. “Porém um quarto dos ciberataques acontece justamente pelos dispositivos de IoT”, ressalta. Embora a chamada superfície de ataque seja crescente, muitas invasões acontecem via e-mail, com a técnica co- nhecida como phishing, ou pela falta de mecanismos de segurança como um se- gundo fator de autenticação para uso de redes. “É preciso fazer uma segrega- ção adequada e realista das redes, forne- cendo segurança cibernética e, ao mes- mo tempo, dando condições ao time de engenharia para realizar os acessos que eles precisam para executar as operações e manutenções”, argumenta Tavares. Maturidade da segurança cibernética Para Leonardo Moreira, engenhei- ro de Sistemas OT para Brasil e Améri- ca Latina da Fortinet, a maturidade des- crita acima é um exemplo de cultura de segurança cibernética que as regula- ções atuais estão trazendo para reduzir a superfície de ataques, ampliada com a digitalização. “Há um risco inerente em qualquer equipamento conectado e qualquer rede naturalmente é um risco, de forma que estamos avançando con- sideravelmente”, avalia. Uma das ten- dências, de acordo com Moreira, é cen- tralizar a comunicação nos centros de operação, tirando o contato direto de algumas subestações com o ONS. Ricardo Tavares, diretor da Gemina: desafio é materializar a cultura da segurança digital Ítalo Calvano, vice-presidente da Claroty na América Latina: empresas do setor elétrico precisam monitorar quem entra em seu ambiente produtivo Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe: falta SOCs e mão de obra especializada Alexandre Sieira, diretor de Tecnologia da Tenchi Security: setor elétrico pode aprender com outros segmentos Nycholas Szucko, diretor de Vendas da Nozomi: ativos têm sistemas desatualizados e não são “enxergados” na gestão
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