Brasil Energia | Ed. 478 - Dezembro, 2022

Brasil Energia , nº 478, 1 de dezembro de 2022 59 “Outras coisas também devem ser levadas em conta como o au- mento das queimadas, por questões naturais, uma vez que o Brasil já faz campanha para evitar queimadas perto das linhas de trans- missão. Há muito o que se pensar em termos de mudanças climá- ticas e como ela afeta o planejamento do sistema de transmissão e os ativos já operacionais, considerando o aumento da sua indispo- nibilidade operativa para o sistema”. Soluções tecnológicas de ponta Na avaliação de Geraldo Pontelo, o sistema de transmissão brasi- leiro é comparado, em tamanho, à interligação existente entre os pa- íses da Europa, com disponibilidade anual dos ativos para a operação de 99,9%. “Do ponto de vista tecnológico, o Brasil não perde em ní- vel mundial para país algum e o nosso segmento de transmissão se compara aos melhores do mundo.”Especificamente sobre tecnologia, Pontelo cita os equipamentos que ficaram mais compactos e o cres- cimento da digitalização na operação e manutenção das instalações, teleassistência e videomonitoramento. Martha Carvalho também afirma que a tecnologia aportada ao sis- tema, “em geral”, está no mesmo nível dos principais grandes siste- mas em operação no mundo. “O Brasil é referência em sistemas de transmissão em corrente contínua de alta tensão (HVDC), possuímos sistemas HVDC em operação há alguns anos, assim como equipa- mentos FACTS (de sistemas flexíveis de corrente alternada) tais como o STATCOM (um dispositivo regulador de tensão) no Acre. Segundo ela, outros equipamentos e tecnologias estão sendo mais explorados agora nos sistemas internacionais, como o uso de FACTS que podem atuar no controle do fluxo nas linhas, baterias e outras tecnologias de HVDC mais avançadas. “Os sistemas internacionais estão implemen- tando novas soluções de transmissão. A Colômbia, por exemplo, já contratou baterias para seu sistema como equipamento de transmis- são, o Reino Unido possui FACTS que controlam o fluxo na rede. A China possui HVDC commultiterminais”. Martha lembra também que estão sendo estudados em P&Ds a inserção de baterias ou FACTS, além de estudos de diferentes operações no sistema que visam trazer maior flexibilidade ope- rativa para o sistema de transmissão. Ela conta que a PSR está desenvolvendo o P&D de planejamento flexível com a Isa Cte-

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