Brasil Energia | Ed. 480 - Abril, 2023

10 Brasil Energia , nº 480, 17 de abril de 2023 ENTREVISTA VIVIANA COELHO E TIAGO HOMEM A Petrobras tem grande dife- rencial de captura de CO 2 em plataformas e a ideia é levar essa tecnologia para instalações onshore e oferecer esse ser- viço para outras empresas. Veja a seguir os desafios e planos da empresa no cami- nho da transição energética, na entrevis- ta com a gerente-executiva de Mudança Climática da Petrobras, Viviane Coelho e o gerente-executivo de Reservatórios, Tia- go Homem. Como aconteceu a evolução da tecnolo- gia de reinjeção de gás carbônico adotada pela Petrobras com a descoberta do pré-sal? Viviana Coelho : As primeiras operações em fase de teste foram em 2008, com a tecnologia de separação de CO 2 e reinje- ção. A Petrobras foi ganhando conheci- mento sobre a tecnologia, os campos fo- ram também requisitando mais dessa tec- nologia. De maneira que o número de ati- vos foi aumentando também e as vazões crescendo de forma significativa nos últi- mos anos. O que antes nós medíamos em milhares agora nós temos em milhões… Tiago Homem : No início a gente con- cebeu que íamos separar o CO 2 – o pré- -sal tem característica interessante que tem CO 2 no gás – e reinjetá-lo nos reservatórios. Aumentamos os volumes e isso vai conti- nuar. Cada ano que passar vamos capturar mais por conta do aumento no número de sistemas. Na verdade, isso é um hub, um grande complexo de plataformas que faz essa captura de CO 2 . É um ponto em que temos diferencial competitivo. Quando o pré-sal foi descoberto, a ca- racterística do CO 2 no gás naquela época foi vista como um possível problema e não como solução. O objetivo da reinjeção era aumentar a produtividade dos campos? “ESTAMOS ESTUDANDO CRIAR UM HUB DE CAPTURA DE CARBONO E OFERECER PARA EMPRESAS”

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