Brasil Energia | Ed. 480 - Abril, 2023
Brasil Energia , nº 480, 17 de abril de 2023 45 ceiras no ativo, Petrogal e Shell, se pre- param para desenvolver uma nova fase de desenvolvimento de olho nos volu- mes de óleo in place remanescentes e na necessidade de reformulação do mo- delo de tratamento da água produzida na área. Direcionado prioritariamente à parte leste da jazida, o sistema terá um novo FPSO, com capacidade para pro- duzir cerca de 120 mil barris/dia de óleo e comprimir 7 milhões de m 3 /d de gás. Além de explotar o potencial rema- nescente do campo, o projeto de revi- talização de Tupi visa assegurar a oti- mização da produção. No momento, a Petrobras e seus parceiros trabalham na elaboração dos projetos de engenharia conceitual e de detalhamento do FPSO. Ainda sem data definida para entrar em operação, o projeto de revitalização deverá exigir investimentos da ordem de US$ 5 bilhões. A implantação do sis- tema está atrelada à extensão do prazo de concessão do campo. De acordo com a Petrobras, o pico de produção do projeto de revitalização de Tupi ocorrerá dois anos após a entrada em operação. Apesar de estar fora do horizon- te do Plano Estratégico 2023-2027, o projeto de desenvolvimento de Tupi deve começar a sair do papel em bre- ve. Fontes ligadas ao consórcio proje- tam que o primeiro óleo possa ocorrer entre 2028 e 2029. Entre as tecnologias a serem incorpo- radas ao projeto de revitalização de Tupi estão a futura utilização de completa- ção inteligente, com a adoção de po- ços WAG, e iniciativas tecnológicas di- recionadas à redução dos gases de efei- to estufa. O projeto do novo FPSO será desenvolvido com base no conceito all electric. A revitalização de Tupi contará com poços novos e antigos remanejados de outros sistemas do ativo. O projeto de revitalização de Tupi in- tegra a proposta de revisão do plano de desenvolvimento do campo, que foi en- caminhado à aprovação da ANP no fi- nal de 2021. Há a expectativa de que a agência delibere sobre o sistema ao lon- go de 2023. Primeiro da lista Figurando como o maior campo da Petrobras e do Brasil, Tupi produziu cer- ca de 1,1 milhão de boe/dia, em 2022. A produção acumulada do ativo no ano passado somou 2,9 bilhões de boe. Atualmente, o campo vem operan- do com 128 poços, sendo 70 produto- res e 58 injetores. Tupi foi colocado em produção comercial em 2010, quando o FPSO Angra dos Reis entrou em ope- ração, inaugurando o primeiro sistema do campo. Tupi opera com um total de nove FP- SOs, sendo seis próprios – Cidade de Angra dos Reis (Piloto de Lula), Cidade de Paraty, Cidade de Mangaratiba, Ci- dade de Itaguaí, Cidade de Maricá e Ci- dade de Saquarema -, e três afretados – P-66, P-69 e P-67. Atualmente, são exploradas as áreas Lula Nordeste, Ira-
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