Brasil Energia | Ed. 480 - Abril, 2023

76 Brasil Energia , nº 480, 17 de abril de 2023 EMPRESAS O grupo quer consolidar uma espécie de hub de energia limpa, com foco no hidrogênio verde, solar, eóli- ca e biomassa. A aposta é focada no pro- cesso de industrialização do Porto do Açu através das indústrias de baixo carbono. Com apenas oito anos de operação, o Açu já ocupa a posição de segundo maior porto do país, perdendo apenas para o Porto de Santos. O complexo detém estrutura única no Brasil de conectividade e industrializa- ção para implantação da solução do Açu GreenPort. Além de todo o aparato vol- tado ao segmento de óleo & gás, o porto de São João da Barra conta com as estru- turas da Ferroport, Vast e GNA, além do Terminal Multicargas do porto (T-Mult) . Somente no ano passado, o T-Mult movimentou 57,5 milhões de toneladas. Plataforma de desenvolvimento De acordo com José Firmo, CEO do Porto do Açu, o projeto do Açu Green- Port visa acelerar a industrialização no complexo e atender as empresas insta- ladas no porto. O polo aposta na con- solidação do grupo como plataforma de desenvolvimento. “Queremos ser o porto da transição energética no Brasil, sem que isso seja negativo para nenhum tipo de energia que esteja disponível na matriz energé- tica, inclusive todo trabalho feito no Açu na área de óleo”, afirma o executivo. O Açu tem 44 mil km 2 disponíveis para industrialização. O grupo acredita na apos- ta das empresas que investirão forte na transição, mirando baixo carbono com gás natural e zero carbono com hidrogênio. “O hidrogênio será um grande player da energia limpa do futuro, mas o que enxergamos é que a solução para o hi- drogênio barato depende muito de qual energia você aposta. A beleza do projeto no Açu é que as empresas não precisarão apostar em uma energia, podendo ter acesso a um portfólio de energias, tanto do grid, quanto solar, biomassa e offsho- re wind e fazer esse hedge energético para aumentar a resiliência de seus pro- jetos”, avalia o executivo. Firmo destaca que a industrialização do Porto do Açu através das indústrias de baixo carbono é, sem dúvida, uma das principais oportunidades de cresci- mento do complexo. “Temos a vantagem competitiva de estarmos prontos e conectados a novas energias”, afirma Firmo. Modelo de clusters Batizado internamente de revolução da energia, o conceito formatado pelo Porto do Açu contemplaria nada menos que um cluster de hidrogênio verde, bio- gás, biomassa, eólica offshore, unidades de combustíveis limpos, descarbonização do porto e plantas de amônia, HBI (hot bricket iron) e solar, além do grid nacional. José Firmo, CEO do Porto do Açu: empresas terão acesso a um portfólio de energias

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