Brasil Energia | Ed. 481 - Junho, 2023
Brasil Energia, nº 481, 13 de junho de 2023 21 E nquanto o Brasil ainda está prestes a ter a sua primeira usina de recuperação ener- gética (URE) em 2025, com a entrada em operação da URE Barueri, na região metropolitana de São Paulo, negociada em leilão regulado, o mun- do já contabiliza 2.596 plantas com a mesma tecnologia. O levantamento retrata o mercado mundial do fim de 2022 da solução tér- mica de incineração de resíduos sólidos urbanos (RSUs) para geração de energia elétrica e é da consultoria especializada Ecoprog, da Alemanha, apresentada em recente evento da Abren, a associação de empresas de que representa o setor. Na pesquisa, chama a atenção a participação da China, que lidera em capacidade de tratamento de resí- duos com a tecnologia. O país asiáti- co pode incinerar, com 622 usinas, o volume de 229 milhões de toneladas/ ano de RSUs. Para se ter uma ideia da dimensão, o Brasil gera por ano cerca de 82,5 milhões de toneladas. “E a China fez isso em apenas 17 anos, já que começou a implantar seu programa nacional de WTE (waste to energy) em 2006”, afirmou Yuri Sch- mitke, presidente da Abren, em sua apresentação. Segundo o executivo, os chineses hoje já usam as UREs para tratar 55% do total do lixo urbano do país e ca- minham para ampliar a participação da solução, já que constroem mais 100 usinas. Além das vantagens de eliminar o passivo ambiental do lixo e diminuir as emissões de metano (gás 23 ve- YURI SCHMITKE, presidente da Abren: China começou a implantar seu programa de WTE em 2006
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