Brasil Energia | Ed. 481 - Junho, 2023
| Principais tecnologias de recuperação avançada previstas Diversas tecnologias têm sido imple- mentadas nos campos da Petrobras com a finalidade de incrementar o vo- lume recuperável e consequentemen- te o fator de recuperação. A definição do uso de uma ou mais tecnologias em um reservatório depende de estudos que abrangem muitas variáveis, como as propriedades da rocha e dos fluidos existentes no reservatório, plano de dre- nagem e condições dinâmicas previstas durante a explotação, presença de flui- dos contaminantes, lâmina d´água e fa- cilidades disponíveis na área do campo. Entre as tecnologias que estão previs- tas, algumas ainda em fase embrionária e outras já em pleno uso, podem ser citadas as ICV’s (Inflow Control Valve), válvulas ins- taladas na coluna de produção dos poços para bloquear parcial ou completamente a produção de fluidos indesejados; High Pressure Separation (HiSEP), que separa e reinjeta, ainda no fundo do mar, o gás com elevado teor de CO 2 que é produzido jun- to com o petróleo; Water Alternating Gas (WAG), que injeta água e gás de forma al- ternada e bombas multifásicas submarinas que permitem reduzir a pressão no fundo dos poços produtores e aumento da pro- dução. Muitos campos estão fazendo uso destas tecnologias como Mero, Tupi, Sapi- nhoá, Búzios, Espadarte e Jubarte. | Impacto do aumento do fator de recuperação sobre as reser- vas da Petrobras O aumento do fator de recuperação de- pende de uma série de variáveis tais como a maturidade do reservatório, qualidade da rocha e dos fluidos, condições operacio- nais das facilidades instaladas no campo e viabilidade de implantação de novas tec- nologias. Esta atividade é parte essencial da estratégia de incorporação das reser- vas, contribuindo com o nível de reservas atual. Destaca-se que em 2022, a Petro- bras realizou a maior adição de reservas de sua história (2,0 bilhões de boe), pelo segundo ano consecutivo. n
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