Brasil Energia, nº 482, 15 de agosto de 2023 11 um reator de leito fluidizado, seguida da reforma térmica do gás de síntese gerado, por exemplo, é realizada pelo IPT. A segunda fase é feita pelo instituto alemão e consiste em realizar a pirólise rápida do bagaço de cana-de-açúcar para a obtenção do bio-óleo, que será então melhorado para precursores de combustível com maior teor de energia do que o óleo de pirólise original via hidrogenação catalítica. Os produtos serão 100 % renováveis e adequados para refino adicional em plantas comerciais. O acordo de cooperação técnica entre o IPT e o KIT foi firmado em 2020, com vigência até julho de 2024. Além desse projeto, há outra linha de pesquisa para estudar duas biomassas de cana-de-açúcar (bagaço e palha) via pirólise rápida e utilizando uma linha de by-pass com um sistema denominado quenching medium. Trata- -se de sistema de resfriamento circulante, utilizando etanol. Os pesquisadores também trabalham no bio-óleo de pirólise via hidrogenação catalítica, com o uso de novos catalisadores. O projeto está sendo executado desde 2020 e tem previsão de finalização em 2024. Programa de aceleração de H2V tem oito vencedoras Terceiro ciclo de inovação do iH2brasil da Cooperação BrasilAlemanha para o Desenvolvimento Sustentável selecionou startups que se destacam em projetos de energia renovável | POR CELSO CHAGAS | A Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, por meio do programa de inovação iH2brasil, anunciou em julho as oito selecionadas para o seu terceiro ciclo de aceleração, dedicado a startups que se destacam no desenvolvimento da energia renovável. Foram selecionadas as startups Delphys Partners, Protium Dynamics, NovoCell Sistemas de Energia, Aquapower, Rio Petróleo, Tecnoagro, Eidee Inova e Pix Force. O processo seletivo incluiu um pitch day, em que as startups tiveram a oportunidade de apresentar suas propostas e soluções inovadoras para um painel de especialistas. Com o suporte técnico e regulatório oferecido pelo programa, elas têm agora a oportunidade de acelerar o desenvolvimento e a comercialização de suas soluções. As empresas receberão apoio para impulsionar seus negócios e promover a inovação aberta. Será desenvolvido um projeto-piloto focado na cadeia de H2V, proporcionando acesso ao mercado e suporte em todas as etapas do desenvolvimento. O objetivo é fortalecer o ecossistema brasileiro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, por meio do apoio a soluções que abranjam toda a cadeia produtiva do hidrogênio verde.
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