Brasil Energia, nº 482, 15 de agosto de 2023 59 | POR CHICO SANTOS | O temor de ataques cibernéticos com uso de softwares maliciosos, especialmente ransomwares, tem levado as empresas de geração hidrelétrica brasileiras a buscarem alternativas de proteção, coordenadas pelo ONS ou individualmente, em linha com os controles determinados pelo operador e com recomendações internacionais. Algumas delas evitam falar publicamente do assunto, tratado como estrategicamente sigiloso. As que aceitam falar, fazem de forma o mais genérica possível. Entre essas empresas estão a Cemig, a Copel e Itaipu Binacional, que investem em tecnologia de informação e programas de segurança operacional. Cemig contrata Centro de Operações de Segurança A Cemig, estatal mineira que é uma das principais operadoras hidrelétricas do Brasil, vem implantando medidas que protejam tanto seus sistemas quanto os ativos operacionais especificamente. “Estamos implementando diversas tecnologias de proteção, tanto de forma geral na empresa como de forma específica para as instalações de geração”, explica José Newton Fernandes Ferreira, gerente de Segurança Cibernética e de Informação da empresa. Entre essas iniciativas, segundo o executivo, estão programadas para ainda este ano as contratações de um Centro de Operações de Segurança (SOC, na sigla em inglês) externo, além de um serviço de inteligência de ameaças. Segundo Ferreira, embora nenhum serviço da empresa tenha sido afetado até hoje, diversas ameaças já foram “detectadas e mesmo materializadas”. Ferreira relata, por exemplo, que a Cemig instalou EDRs em todos os terminais, endpoints no jargão digital, e servidores da empresa. EDR é uma ferramenta de segurança que, diferentemente do antivírus comum, vai além da detecção da ameaça, atuando diretamente sobre Providências entre as hidrelétricas Embora sem notícia de paralisação de usinas no Brasil por ataques de hackers, empresas já investem em soluções protetivas Centro de Operações do Sistema da Cemig
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=