e-revista Brasil Energia 482

70 Brasil Energia, nº 482, 15 de agosto de 2023 entrevista Evgenia Golysheva mas de confiabilidade de forma rápida e eficaz. Mas afora isso poderiam ser despendidos mais esforços no controle de qualidade em todos os estágios da fabricação, montagem e instalação, de forma rastreável em todas as operações globais. É preciso também investir em IoT (Internet das Coisas) e em tecnologias digitais. A maioria das turbinas mais modernas está atualmente equipada com um sistema de monitoramento de condição que permite o diagnóstico antecipado do drivetrain. No entanto, rotores maiores resultam em maiores falhas de pás e rolamentos de pás de rotor que ainda não são monitorados de forma muito eficaz. Por exemplo, as inspeções com drones são a tecnologia mais comum usada para diagnósticos de pá, mas elas são cegas para defeitos internos e não podem fornecer medições contínuas para monitorar a progressão de defeitos. O monitoramento on-line e a detecção precoce podem reduzir o custo e o tempo de inatividade associados às principais substituições de componentes. Existem muitos problemas técnicos mais sérios que representariam um problema endêmico para toda a indústria? Ou são muito pontuais? O drivetrain, as pás e os rolamentos das turbinas permanecerão um ponto central por alguns anos em razão dos rotores maiores, além das estratégias de controle mais sofisticadas que têm um impacto significativo nos rolamentos de pás. Problemas adicionais de confiabilidade podem surgir em torno da extensão da vida útil, já que muitos projetos são financiados assumindo 25 e 30 anos de vida útil do projeto, sem acompanhar uma avaliação técnica rigorosa. A implementação de tecnologias de monitoramento de torres e fundações poderia mitigar esse risco. Com essa expertise global, como a senhora analisa o nível de manutenção dos aerogeradores no Brasil? O Brasil terá seus próprios desafios quando se trata de questões de manutenção e confiabilidade. Até agora, o setor depende principalmente dos serviços dos fabricantes das turbinas e o país tem uma capacidade de pós-venda independente relativamente fraca, tanto em termos da cadeia de suprimentos quanto dos prestadores de serviços. A implementação de tecnologias digitais para operações de parques eólicos também é menos comum em comparação com a América do Norte, por exemplo, onde os proprietários tendem a gerenciar internamente grandes falhas de componentes. Ao mesmo tempo, o Brasil tem o maior fator de capacidade, muitas vezes chegando a 70%, o que significa maiores cargas experimentadas por turbinas eólicas em comparação com suas contrapartes norte-americanas e europeias. Dito isso, o nível de conhecimento técnico entre os proprietários de ativos tende a ser bastante alto. Muitos dos proprietários de ativos brasileiros com quem a Onyx está trabalhando queriam ter mais controle sobre seus ativos por algum tempo. Não duvido que eles serão capazes de fazer a transição de contratos de manutenção de serviço completo com OEMs para contratos de manutenção híbridos ou autoexecutáveis, alcançando maior disponibilidade e eficiência operacional. n Veja essa entrevista completa aqui.

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