Brasil Energia, nº 482, 15 de agosto de 2023 75 transporte de GNL ocorre via carretas, que depois é regaseificado e odorizado para distribuição. Para diversificar o fornecimento, a concessionária assinou contrato com a PetroReconcavo em julho. Os volumes firmes de fornecimento são de 150 mil m3/dia de gás em 2024 e 250 mil m3/dia de gás no período entre 2025 e 2033. A concessionária também firmou outro negócio com a Petrobras para suprimento de 700 mil m3/dia entre 2024 e 2034. Tanto no caso da Comgás quanto da Copergás, Rebelo espera que haja uma determinada margem entre os contratos para que os volumes sejam negociados com outras partes do elo da cadeia do gás. “Para não ficar o que antes era só Petrobras, agora não ficar só distribuidoras e fornecedores. É uma tendência que esperamos, conseguir mais agentes e preços baixos”, comentou. A expectativa é que a figura do comercializador ganhe espaço, pois apresenta capilaridade no atendimento. Segundo Tocchetto, diretor comercial da Infinity Energias, o fornecedor está focado na produção ou importação, enquanto o comercializador foca em fazer o máximo de negócios por rentabilidade, dando vazão a contratos de menor porte. “O mercado anda para a liberalização, sendo que o fornecedor não tem capacidade de operacionalizar contratos. Há pouco interesse em viabilizar muitos contratos com a Petrobras, por exemplo, porque existe o interesse em manter o portfólio restrito para ter um voo de gerenciamento de portfólio facilitado. Então, o comercializador entra justamente para ajudar nisso”, disse. A SCGás, por sua vez, fechou dois acordos com a Petrobras: 450 mil m3/ dia em 2024, 638 mil m3/dia em 2025 e 950 mil m3/dia entre 2026 e 2034. O consumo, com exceção das termelétricas, está em queda no estado desde janeiro de 2020 e o volume contratado também apresenta retração. Outro cenário importante nos negócios de novos contratos é o período de vigência de suprimento de gás natural. Fonte: apresentação Infinity com dados da ANP e Boletim DGN/SPG/MME
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