88 Brasil Energia, nº 482, 15 de agosto de 2023 tecnologia e inovação lhante para o mercado de biogás. “Em vez da biomassa (na forma dos gases de combustão), pode ser utilizado o biogás”, afirma. O fluxograma do projeto para biogás contemplaria um queimador do gás natural renovável, câmara de combustão e o equipamento de armazenamento bGen que alimentaria, sob demanda, a energia térmica para uso na indústria ou, por meio da instalação de um motogerador, para gerar eletricidade. Segundo Guidoni, o sistema seria especialmente indicado para empresas que produzissem excedente de biogás, sobretudo indústrias (de amido, laticínios, cervejarias, frigoríficos) ou para produtores de proteína animal. Também disponível para aplicações em todos os demais setores da economia para armazenamento de energia, incluindo para uso em horário de pico, segundo a gerente, a meta é passar a produzir no Brasil com a parceria da Fortlev, “buscando nacionalizar todos os componentes que forem possíveis”. A tecnologia, salienta, não é de prateleira e precisa ser projetada para cada aplicação. Entre as instalações já em operação no mundo, o sistema é empregado em usina termoelétrica da Enel na Itália, para aproveitamento de gases residuais de exaustão de uma turbina, antes desperdiçados, e que depois da implantação passou a gerar vapor para retornar à geração elétrica da turbina. Empresas de tecnologia preveem crescimento com nova regulamentação da Aneel para o setor “A participação de startups, por exemplo, trará benefícios significativos, devido às suas bases tecnológicas sólidas, modelos disruptivos e metodologias ágeis”, diz Douglas Vieira, CEO da Enacom | POR CELSO CHAGAS | Em vigor desde 1º de julho, a Resolução Normativa da Aneel que atualiza o Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PROPDI) traz mudanças que podem incentivar a busca por soluções de alto impacto para o setor elétrico. A opinião é de Douglas Vieira, CEO da Enacom, empresa que desenvolve softwares customizados para o setor elétrico. “A participação de startups, por exemplo, trará benefícios significativos, devido às suas bases tecnológicas sólidas, modelos disruptivos e metodologias ágeis. A colaboração com startups permitirá uma maior diversidade de ideias e abordagens inovadoras”, diz. Segundo ele, o novo regulamento do PDI da Aneel surge como um chamado às empresas de base tecnológica,
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=