e-revista Brasil Energia 482

92 Brasil Energia, nº 482, 15 de agosto de 2023 tecnologia e inovação “Se conseguirmos produzir o combustível em uma fazenda em Curitiba, por exemplo, e depois transportar para o cliente, tem-se um ganho logístico. A molécula será a mesma, mas será necessário rodar menos quilômetros para entregar o produto”, detalhou o vice-presidente de Operações e Estratégias da Copa Energia, Pedro Turqueto, à Brasil Energia. Atualmente, existem diferentes rotas de conversão em variados níveis de maturidade tecnológica (TRL), mas o único processo de produção em escala comercial é o hidrotratamento de óleos vegetais (HVO). O BioGLP é obtido como coproduto da produção do diesel verde (diesel HVO) e SAF (combustível sustentável de avião, na sigla em inglês). O GLP renovável é obtido a partir do óleo vegetal, resíduos agroindustriais e lixo urbano. O executivo acredita que as indústrias vão demandar combustíveis renováveis e a parceria com a USP é uma maneira de se adequar ao novo contexto. O energético é indicado para consumidores que já usavam o GLP fóssil, seja o de botijão ou clientes empresarias, mas que tem interesse em diminuir o impacto ambiental. Além disso, é um combustível drop-in, ou seja, pode substituir a opção fóssil ou ser utilizado em conjunto, em qualquer proporção e sem qualquer necessidade de alteração da infraestrutura existente. Em relação ao preço, o BioGLP é tem custo semelhante ao dos demais biocombustíveis – que costumam ser mais caros em comparação aos fósseis. No entanto, o avanço tecnológico promove uma redução da disparidade e o uso tem vantagens na comercialização de créditos de carbono, como CBIOS. A Copa Energia lembrou em nota que as distribuidoras de combustíveis precisam comprar uma quantidade determinada de CBIOs todos os anos. Aqueles que emitem os créditos são produtores de biocombustíveis. n Representantes da Copa Energia na inauguração do Hub de Energias Renováveis, na USP. Foto: Leo Orestes/Divulgação

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