Brasil Energia, nº 486, 19 de abril de 2024 17 À frente da ANP quando o supercampo de Tupi foi declarado comercial, em 2008, Magda Chambriard foi personagem ativa do período áureo da história do petróleo no país. Agora que o pré-sal caminha para o amadurecimento, a engenheira avalia que o compartilhamento de infraestruturas entre campos, para reduzir custos, é uma alternativa para o futuro da região. “Vamos descobrir mais no pré-sal? Vamos. As descobertas serão do tamanho de Lula (atual Tupi) ou Búzios? Provavelmente, não”, disse a engenheira. Num cenário em que o pré-sal já não é mais tão próspero e a exploração da Margem Equatorial ainda depende do licenciamento do Ibama, Chambriard aponta as bacias de Sergipe-Alagoas, Pelotas e Parecis como as melhores oportunidades para aumentar as reservas brasileiras. Em sua opinião, com o preço do petróleo em alta, a intensidade do investimento na exploração de novas áreas já poderia ter sido retomada. Leia a seguir os principais trechos da entrevista concedida à Brasil Energia. O que vem após o pré-sal? Logo de cara, a bacia de Sergipe-Alagoas. A Petrobras está com dificuldade de contratar as plataformas. Estamos com dificuldade em um projeto que deve ajudar a repor as reservas e a trazer gás para aumentar a sua inserção e garantir a modicidade tarifária. Que outras oportunidades existem na Margem Leste? Temos a Margem Leste. Mas toda parte do Norte do Espírito Santo, Sul da Bahia, até a fronteira de Sergipe é tida como ambientalmente sensível. Por ali tem Abrolhos e outras áreas nessa condição. No passado, foi tentado abordar Jacuípe, mas não foi adiante também. Esse contexto envolve as bacias de Camamu-Almada, Jequitinhonha até Jacuípe, que são tidas como de sensibilidade ambiental. Então, pouco a pouco, vai sendo inviabilizada a exploração de petróleo e gás no país. Não há alternativa? Vejo a Bacia de Pelotas, que corresponde geologicamente à área da Namíbia, onde houve descobertas relevantes Em entrevista à Brasil Energia, a consultora Magda Chambriard, ex-diretora geral da ANP, avalia o futuro do présal, aponta soluções e novas oportunidades em outras bacias sedimentares para aumentar as reservas brasileiras | POR FERNANDA NUNES |
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