50 Brasil Energia, nº 486, 19 de abril de 2024 entrevista Caio Turqueto tão precisamos balancear para entender como ocorre o custo final. Por que a empresa decidiu instalar a usina em Mataripe? A utilização da usina solar começou com uma fazenda solar que montamos em Mato Grosso para atender outras empresas. Com isso, atingimos a base de Cuiabá e Campo Grande, e começamos a sentir os benefícios. Só que nem todas as bases têm capacidade de fazer integração, de fazer uma fazenda solar para atender a fábrica. Teríamos que alocar mercado, que não é meu negócio e não é esse o foco. Nós pretendemos fazer com que isso cresça na medida que a gente tenha acesso a outros projetos que possamos fazer com terceiros para ter parte da energia a terminais. Mas precisaremos esperar o balance para entender como fica o mercado livre de energia. A empresa contratou uma especializada no segmento? Nós contratamos uma empresa especializada e aqui, especificamente, foi desenvolvida uma tecnologia nova. Primeiro, precisa ser mais seguro e a usina está em um piso com lençol freático muito superficial, então tinha que tomar cuidado na hora de cravar as estacas. As bases são de concreto com areia para não nascer alguma planta em cima e revestida com uma tecnologia para dar equilíbrio. É um projeto dupla face: lê a exposição solar e pega a iluminação secundária. Não é como o sistema trackeado, que acompanha o sol e tem um custo de manutenção maior pelas tecnologias. Estamos no processo de aprendizado. Os projetos fazem parte de uma estratégia da empresa de atuar em novos segmentos de sustentabilidade? Mesmo sabendo que o GLP é um gás de transição energética, nós podemos antecipar algumas situações, como essa, por exemplo, que já começa a gerar efeito. Está tudo dentro da nossa área de sustentabilidade, de buscar a redução de emissões em o máximo de áreas possíveis. Quais os projetos dentro desse aspecto? Nós temos um trabalho em fases adiantadas com a USP sobre bioGLP e de biometano, que está evoluindo rapidamente. Também temos outro projeto com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (microgeração distribuída de energia à base de GLP), acredito que nessa estamos na fase piloto com aferição e medição de eficiência e custo. No fim deste ano, a ANP recebe os dados desse projeto e pretendemos fazer o set up. Já está em plena atividade. Pretendem entrar em outras áreas no setor de energia? O que acaba virando é um grande aprendizado, porque temos um grande potencial de estar dentro do mercado de energia como um todo. Acredito que além de atender a demanda, temos um aprendizado no uso próprio. Agora, é tentar replicar esse modelo na medida do possível. Nossa ideia é entrar nesse mercado de energia. Tudo isso tem uma regulamentação diferente que precisamos acompanhar, mas estamos focados nisso. Sempre trabalhando com eficiência. n
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