e-revista Brasil Energia 487

24 Brasil Energia, nº 487, 25 de junho de 2024 transmissão Conheça-nos 11GW 12 GW 1.400KM SE 121 a interlocução acontece com o Ministério da Educação e a meta é identificar as localidades ao longo do traçado de várias linhas de transmissão que podem receber treinamentos profissionalizantes. A partir desse mapeamento, entraria em cena entidades como Senai, responsáveis pela formação local. O piloto da iniciativa envolveu o treinamento de 60 profissionais em Barreiras (BA) no que Pontelo chama de “salas de conhecimento”. Se os desafios de logística e mão de obra estão mais adiantados, o mesmo não acontece com duas áreas críticas: o financiamento dos epecistas, construtoras responsáveis pelas obras de transmissão, e a área de licenciamento. No primeiro caso, Pontelo lembra que a costura da Abrate inclui BNDES e bancos públicos e privados. Por enquanto, o avanço ainda é limitado. O problema de licenciamento, no entanto, preocupa. No caso do Ibama, cujos processos são mais demorados, a fragilidade inclui mão de obra restrita – os mesmos profissionais aprovam projetos em outros segmentos, como da construção de estradas e de dutos. Além de poucos, a remuneração dos técnicos não é atrativa. Para o diretor da Abrate, o desafio envolve ainda o Incra, que não teria mais do que uma dezena de profissionais alocados na liberação de obras de transmissão, e o Iphan, também com uma estrutura limitada. A ação da associação para melhorar o cenário mira no alerta ao MME e outros órgãos do setor. Além dos lotes negociados nos leilões recentes, as transmissoras têm o desafio de potencialmente disputar lotes de concessões vincendas. “Estamos pedindo a regulamentação do decreto 11.314/2022 para que sejam criadas as condições de participação ou não dos investidores”, finaliza. n

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