48 Brasil Energia, nº 487, 25 de junho de 2024 comercialização dor que capta esses dados sobre o consumo”, exemplifica. Outro ponto de atenção está nos recursos humanos. “Eu preciso de um perfil de profissional diferente, com a cabeça voltada para o consumidor, para o varejo. É esse colaborador que estamos trazendo de outros segmentos para a Luz, porque ele ainda não existe no setor elétrico. Assim, temos uma meta ambiciosa de chegar a 15% deste mercado”, informa. Investimentos em solar Investimentos em geração solar também vão auxiliar a companhia neste cenário de crescimento do ACL. Mês passado, o Grupo Delta captou R$ 250 milhões por meio de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) para construir 20 UFVs voltadas à micro e minigeração distribuída em São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Segundo Vianna, as usinas vão entrar em operação no decorrer deste ano. Os empreendimentos já estão em andamento com o seguinte status: 8 usinas construídas em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, e 7 em construção em SP, RJ, MS e DF. As demais a serem construídas em SP, RJ e DF estão em fase de projeto. “Este investimento de construção de 20 usinas é parte do nosso plano de negócios em geração solar. De modo geral, nossa estratégia no segmento contempla mais de 30 usinas solares, com capacidade de atingir 110 MWp de potência. Juntas, essas plantas ocupam uma área de aproximadamente 900 mil metros quadrados. O trabalho, agora, é vender essa energia”, apontou o executivo. Interesse no LRCAP 2024 Vianna confirmou à Brasil Energia o interesse da Delta em participar do leilão de reserva de capacidade (LRCAP 2024). Ele destacou que a empresa avalia o melhor contrato para entrar no certame e avalia possibilidades com diferentes fornecedores de gás natural. A empresa dispõe de um terreno próximo à UTE William Arjona (MS) para construção de um novo empreendimento, caso vença o certame. Cabe destacar que a participação da Delta no LRCAP 2024 depende da análise do edital a ser publicado. Até o momento, somente a minuta está disponível. “As opções eram poucas no mercado em 2021, mas hoje as alternativas se expandiram. Com um mercado aberto, há mais vendedores e o preço fica mais interessante”, completou. A empresa participou do primeiro leilão de reserva de capacidade, realizado em dezembro de 2021, e a UTE William Arjona saiu como vencedora. O contrato começa a valer em julho de 2026 e terá vigência de 15 anos. “Hoje, nós estamos parando já essas máquinas [da termelétrica] para elas estarem em operação bastante confiável em 1º de julho de 2026”, pontuou. Em março, a Delta fechou contrato com a boliviana YPFB para fornecer até 1,551 milhão de m3/dia gás natural para a termelétrica até dezembro de 2026. A unidade, localizada em Campo Grande, foi adquirida em 2010 e tem capacidade de gerar 190 MW. O empreendimento retomou as atividades em 2021, período marcado pela crise hídrica. n Colaborou Esther Obriem
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