e-revista Brasil Energia 487

Brasil Energia, nº 487, 25 de junho de 2024 51 de grande porte do setor petróleo, a partir de uma ampla análise da distribuição desses investimentos abarcando o período de 2017 a 2022. Pelo cruzamento dos dados disponibilizados pela ANP de forma estruturada a partir da Resolução 3/2015, a Abespetro percebeu uma concentração excessiva nas Instituições Credenciadas (ICs), aí incluídas as universidades, laboratórios e centros de pesquisa. No período avaliado, o investimento da cláusula foi de R$ 14,6 bilhões (o total desde 1998 chega a R$ 30,2 bilhões), do qual as ICs acessaram 63,9%, contra 49,3% das petroleiras e 16,7% das fornecedoras (o acesso ao recurso soma tanto a parcela de cada ator sozinho quanto a que divide com os outros atores). Do total do dinheiro, apenas 25% vão para interações, 75% ficam com atores individuais. A Abespetro demonstra essas relações no diagrama abaixo: “A inovação acontece a partir da interação entre os três entes, mas principalmente na interação entre as petroleiras e seus fornecedores de grande porte”, explica o presidente executivo da Abespetro, Telmo Ghiorzi, com base em diferentes estudos já realizados, em especial o do ex-executivo da Shell e hoje professor universitário na Austrália, Robert Perrons. Esse estudo foi realizado com informações de 199 empresas do setor petróleo e publicado em 2014. “Nosso resultado mostrou que só 8,3% do recurso está na interação entre petroleiras e a cadeia produtiva. O grosso do dinheiro vai para as ICs. Se a função do recurso de P&D é financiar o sistema educacional brasileiro, o dia que acabar o petróleo, acabou a universidade”, completa Breno Medeiros, vice- -presidente da associação. Breno Medeiros, VP executivo da Abespetro: novas regras são mais positivas

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