52 Brasil Energia, nº 487, 25 de junho de 2024 inovação Em entrevista à Brasil Energia, Ghiorzi e Medeiros falam dos propósitos da cláusula, reconhecem os aprimoramentos já adotados e sugerem novos ajustes para que o investimento resulte em mais inovação, gerando produtos e serviços exportáveis e maior crescimento econômico do país. Veja a seguir os principais pontos da entrevista. Proposta para aumentar o acesso das empresas de grande porte Telmo: A cláusula, de fato, passou por muitas mudanças desde que foi criada, em 1999, nos contratos com a União. Ela foi melhorando, mas ainda tem uma série de restrições para empresas de grande porte, que acabam não sendo o foco da petroleira como escolha para fazer projeto. Nossa proposta é acabar com as restrições em relação ao porte das empresas para uso do dinheiro e para subcontratações. Qualquer uma deveria poder acessar o dinheiro para fazer a inovação, além de poder subcontratar empresa grande, pequena ou universidade, mas hoje a regra veta. A cadeia produtiva e as petroleiras têm um elemento fundamental: nós temos um problema ou sabemos que teremos um problema no futuro. A escola não tem o problema. Quem tem que puxar a interação com a universidade é a indústria, porque se não tiver um problema, o retorno não vai virar inovação, vai virar, na melhor das hipóteses, uma patente. E vamos continuar exportando cérebros. O que nós realmente queremos não é que o dinheiro venha para nós, mas que os projetos sejam sempre feitos entre os três tipos de atores. Eu quero aumentar o valor da universidade, os 65% que ela recebe com a interação podem Destino dos recursos de PD&I para petroleiras, instituições credenciadas e cadeia produtiva de 2017 a 2022. Sem escala. Fonte: Elaboração Abespetro a partir de dados da ANP
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