e-revista Brasil Energia 487

Brasil Energia, nº 487, 25 de junho de 2024 7 Passada a surpresa inicial, quando adquiriu 122 áreas no 4º ciclo da Oferta Permanente da ANP, a Elysian entra agora em nova fase. Além do investimento definido no Programa Exploratório Mínimo (PEM), a empresa diz estar pronta para contratações e vai investir em um novo Centro de Tecnologia, a ser instalado em Minas Gerais com parceiros. Nesta entrevista à Brasil Energia, o CEO da mais nova petroleira independente, Ernani Machado, adianta que já tem contratos com universidades e centros de pesquisa e já desenvolve uma nova tecnologia com pegada ecológica para o setor. Com capital social aumentado dos R$ 50 mil iniciais, quando a empresa foi criada em 2023, para os atuais R$ 45 milhões, qualificada pela ANP como operadora C e com bônus de R$ 6,222 milhões pagos no dia 15 de maio, a Elysian aguarda a assinatura dos contratos de concessão para dar início ao plano de trabalho. A entrada de novos investidores será estudada, mas abrir o capital não está no radar. Machado mostra quanto pretende investir nas áreas, as metas iniciais de produção e ressalta que não tem medo de risco. “A inovação tecnológica é um risco, tal qual a exploração de petróleo. O risco e o empreendedorismo andam lado a lado, se você não quer assumir risco, faça um concurso público no Brasil, que é muito bom”. O que levou o dono de uma empresa de tecnologia, a JMM Tech, a investir no setor petróleo? Ernani Machado: O que ocorreu foi uma tentativa de diversificação dos negócios, uma oportunidade de ampliar a nossa capacidade de desenvolvimento tecnológico no setor de petróleo e gás, porque são tecnologias muito lucrativas. E entramos no mercado fazendo inovação administrativa, porque ninguém nunca tinha pensado que uma empresa de petróleo podia surgir num coworking. E fiz isso porque é mais viável financeiramente, é desnecessário fazer uma empresa para participar do leilão que você nem sabe se vai ganhar, ter uma infraestrutura gigante se eu não sou desse mercado. Se eu tivesse perdido o leilão, eu não teria mais a empresa. Para quem não é do mercado, não foi uma estratégia arriscada comprar um número tão grande de áreas? A ideia era diversificar, eu até queria mais, mas levamos em consideração a análise dos institutos de meio ambiente e retiramos todas as áreas com risco ambiental. Mas reduzimos absurdamente o risco pelo fato de já termos centenas de poços nas áreas que queríamos adquirir.. O investimento para fazer a perfuração é absurdamente menor, até para as licenças ambientais é menor, porque já tem lá o poço, e isso é que nos dará fôlego para iniciarmos já com alguma extração. E hoje campos muito pequenos, com até 10 barris ou me-

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