e-revista Brasil Energia 487

8 Brasil Energia, nº 487, 25 de junho de 2024 entrevista Ernani Machado nos, já são lucrativos. Nós iremos explorar áreas que tem muito conhecimento e esse conhecimento me permitirá escolher os melhores locais para iniciar a nossa produção. O acervo de conhecimento dessas áreas é muito antigo... Sim, tem conhecimento da década de 70, até de 50 em alguns lugares. Mas muitas das nossas áreas já têm um poço aberto com petróleo dentro. Na década de 50, quando o poço tinha 10% a 30% de água, já era abandonado. Hoje, com as tecnologias existentes, se extrai com apenas 30% de petróleo no poço. Evidentemente faremos reprocessamento de dados, no meu caso especificamente através de inteligência artificial. A partir da expertise em tecnologia com a JMM, o que poderá ser desenvolvido para a atividade onshore? Eu não vou poder falar muito agora, mas se de fato não for necessário fazer nenhum furo, utilizarei os poços existentes e a tecnologia que nós já estamos desenvolvendo, que trará um grande benefício ambiental. E essa é a minha outra inovação, o mercado vai pirar de novo. Vamos fazer junto com as universidades e centros de pesquisas com os quais estamos fazendo parceria para um novo centro tecnológico em Minas Gerais. Não vou adiantar agora sobre o centro porque quero informar a sociedade junto com nossos parceiros, até para não causar especulação. E que tecnologia é essa que estão desenvolvendo? São as câmeras espectrais, que analisam nossas emissões e fazem um cálculo de quantas árvores devemos plantar para neutralizar essa emissão. É a calculadora de pegada ecológica, que em breve estará pronta e nós vamos testar nos nossos campos primeiro. Espero que as outras empresas também se interessem por isso, porque nós temos que ser ecologicamente amigáveis. Mas se eu não tirar o petróleo, outra pessoa vai tirar e será que vai ter alguma consciência ecológica? O que nós queremos é fazer o que outros fazem com o menor prejuízo possível ao meio ambiente. A empresa agora está com capital social de R$ 45 milhões. Entraram novos investidores? Nós estamos ainda analisando quais serão os nossos investidores, pretendemos definir brevemente. No primeiro momento foi uma resolução para que eu pudesse comprovar a capacidade financeira que a ANP exige. Já avançamos nessa fase, com garantias acima das necessárias, vencemos o leilão e fomos aprovados como operadora C. Pagamos o bônus de R$ 6,222 milhões no dia 15 de maio e agora estamos aguardando a assinatura dos contratos de concessão. A nossa ideia é que, em um breve período, possamos ter investidores, mas não iremos abrir para o mercado, não faremos IPO e nem está no nosso radar.

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