10 Brasil Energia, nº 488, 20 de setembro de 2024 inovação | POR CELSO CHAGAS | O Instituto Senai de Inovação (ISI) em Eletroquímica do Paraná está à frente de um projeto que conta com R$68,8 milhões em recursos para dominar a produção de baterias de íons lítio, essenciais para veículos elétricos e híbridos, entre outras frentes. A ideia surgiu das discussões dentro do Grupo de Trabalho em baterias de íons-lítio (GT-7), no âmbito do Made in Brasil Integrado (MiBI), rede colaborativa para aumento da produtividade e da competitividade do setor, instituído em 2021 pelo governo federal. O projeto contará com a participação de 27 empresas de diferentes setores industriais, incluindo gigantes como Petrobras, Stellantis, Volkswagen, GM, Weg, Tupy, CBA e CNH. A aliança industrial visa apoiar no desenvolvimento de toda a cadeia de valor, desde a mineração até a fabricação de componentes. A iniciativa, que teve início em agosto, será desenvolvida ao longo de três anos e contará com recursos do programa Rota 2030 advindos do Senai Nacional e da Embrapii, com contrapartida financeira de todas as empresas participantes. Também terá apoio de instituições parceiras como o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), Lactec, Centro Técnico de Embalagens (Cetem) e Instituto Senai de Inovação em Sistemas Embarcados. Marcos Berton, pesquisador-chefe do ISI em Eletroquímica, conta que atualmente o Brasil é 100% dependente de importação dessas baterias. ConsideInstituto Senai lidera projeto de baterias de íons-lítio no Paraná Iniciativa conta com R$ 68,8 milhões em recursos e 27 empresas participantes para dominar a produção nacional dos equipamentos, essenciais para veículos elétricos e híbridos sustentabilidade e novas energias. Com investimento total de R$ 65 milhões, o centro tem a expectativa de receber 150 pesquisadores nos projetos. “A Coppe e a TotalEnergies já perceberam a importância de se investir no desenvolvimento de tecnologias de descarbonização de toda a cadeia de energia - desde as novas fontes até as tradicionais, passando também por novas oportunidades para a descarbonização dos ativos em operação através da captura, do armazenamento, do uso e da estocagem de carbono”, destacou a diretora da Coppe/UFRJ, Suzana Kahn. No Brasil, os investimentos são financiados pela cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da ANP. Com investimentos de US$ 1 bilhão/ano em P&D globalmente e mais de 3,5 mil funcionários dedicados a esta área, a TotalEnergies aloca mais de 65% desse valor em projetos de novas energias (eletricidade renovável, novas moléculas), baterias e redução de pegada ambiental (metano, CCUS, água, biodiversidade).
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