42 Brasil Energia, nº 488, 20 de setembro de 2024 petróleo mos a etapa um. A segunda pode também ficar com a gente, em sociedade ou com alguém fazendo. A etapa três, da mesma forma”, disse Patel. A estratégia é aproveitar o conhecimento e habilitações adquiridos com as três plataformas da Petrobras para ganhar a concorrência. A recompensa desse percurso é a atração de novos clientes, além da Petrobras, que lidera o desenvolvimento da atividade de descomissionamento no país, com a promessa de se desfazer de 23 plataformas até 2028. “Já estar engajando parceiros, estudando etapas para os passos seguintes, acelera o processo. O caminho de execução é aberto. A gente é, acima de tudo, um desenvolver de negócios, um desenvolvedor industrial”, argumentou o diretor do Porto do Açu. O momento é de mapear oportunidades, segundo ele. “Um tapete vermelho” vai ser estendido a empresas interessadas em comprar plataformas para reutilização. Esse é um negócio distante do dia a dia do Açu, que, por isso, não pretende participar de um leilão da estatal isoladamente. Em contrapartida, atividades de atracação e serviços, feitas com a P-33, estão alinhadas com a experiência acumulada, de acordo com Patel. Nos três contratos de pré-desmantelamento assinados com a Petrobras, estão previstas a disponibilidade de cais para as embarcações, limpeza de casco e destinação de resíduos e efluentes. As plataformas podem permanecer no porto por até três anos. A primeira a chegar, em fevereiro deste ano, foi a P-33. A seguinte vai ser a P-26 e uma terceira é esperada para o início de 2025. Com as três unidades, o negócio de pré-desmantelamento, acostamento e prestação de serviços pode responder por cerca de 20% da receita do Porto do Açu. Para chegar a esse resultado, a empresa investiu, principalmente, na preparação da sua estrutura e em equipamentos especializados. A proposta é ampliar a capacidade de atendimento simultâneo para um intervalo de oito a dez embarcações, dependendo da dimensão das unidades. Hoje, é possível receber três embarcações ao mesmo tempo. O primeiro atendimento à Petrobras revelou dificuldades. Patel conta que a empresa “está correndo atrás” para lidar com desafios que “até parecem bobos”. “Há uma distância, talvez, do que a gente leu no edital para o que a gente viu na prática. Isso gera necessidade de adaptação. É normal”, afirmou. (F.N.) n VINICIUS PATEL, diretor de Administração Portuária do Porto do Açu: estratégia é aproveitar o conhecimento e habilitações adquiridos com as três plataformas da Petrobras para ganhar a concorrência
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=