Brasil Energia, nº 488, 20 de setembro de 2024 57 Os ganhos contínuos de eficiência energética das tecnologias de informação de armazenagem e processamento de dados estão reduzindo os efeitos da alta do consumo de energia dos datacenters, cujos serviços são cada vez mais demandados pelo movimento de digitalização do mundo. A despeito de mais comuns previsões pessimistas, que preveem gap de oferta e demanda para o setor, um estudo do renomado Instituto Nacional Lawrence Berkeley, dos Estados Unidos, que contou com apoio do Departamento de Energia do governo americano, concluiu que, em um mesmo período em que o consumo de energia dos datacenters cresceu 6%, entre 2010 e 2018, passando de 194 TWh para 205 TWh, a capacidade de processamento das centrais aumentou 550%. Além de atualizar com novas metodologias os dados de consumo dos vários anos compreendidos na pesquisa, foram realizadas também análises de tendências de servidores, equipamentos de armazenamento e dispositivos de rede utilizados em datacenters para formular os cálculos e conclusões do estudo. Para os autores do artigo que explica o estudo, publicado na revista Science, a linha de crescimento dos dois indicadores indica que o aumento no consumo de energia foi dissociado da capacidade de armazenagem e processamento dos dados, tendência que deve continuar no futuro, a se guiar pelo alto desenvolvimento tecnológico do setor. Para instituto americano, eficiência energética reduz impacto do consumo Estudo financiado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos aponta que, enquanto o consumo de energia cresceu 6%, a capacidade de processamento aumentou 550% dia e mais um terceiro em Sumaré, para seus serviços de nuvem. Outros quatro projetos, na mesma região, estão em andamento pela Ascenty, um dos maiores do mundo e que presta serviço de armazenamento e movimentação de dados para terceiros (colocation). Recentemente, aliás, em participação em evento de energia solar em São Paulo (Intersolar South America), o superintendente de regulação de serviços de transmissão e distribuição de energia elétrica da Aneel, Carlos Alberto Mattar, afirmou em palestra que os pedidos de acesso à rede básica para conexão de datacenters começam a impressionar o regulador. Segundo ele, há mais dez pedidos no MME e todos com carga bastante elevadas. (Brasil Energia pediu informações a respeito ao ministério, que não respondeu até o fechamento desta edição)
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