e-revista Brasil Energia 489

104 Brasil Energia, nº 489, 29 de novembro de 2024 hidrogênio | POR ESTHER OBRIEM | A norueguesa Fuella AS assinou dois contratos para atuar em hidrogênio verde no Brasil. O primeiro, em agosto, envolve a reserva de área para o hub de hidrogênio e derivados de baixo carbono do complexo porto-indústria, além de uma planta de amônia verde a partir da eletrólise do hidrogênio. No Ceará, a empresa prevê investimento de R$ 9 bilhões para instalação de uma planta industrial de hidrogênio verde na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Porto do Pecém. A expectativa é que o empreendimento tenha uma capacidade de produção de 400 mil toneladas por ano, destinada totalmente ao mercado externo. A Fuella AS tem como um dos investidores a Allianz Capital Partners, do grupo Allianz, uma das principais seguradoras, gestoras de ativos e investidores do mundo. “Esse pré-contrato é muito importante e deve, com dois anos, desenvolver os seus projetos e, em três anos, construir a usina para a produção de amônia verde em grande escala no Ceará. Deve gerar mil empregos durante a construção dessa usina e 100 empregos de alta qualidade quando ela estiver em operação”, explicou o governador do Ceará, Elmano de Freitas. A Fuella AS foi uma das sete empresas vencedoras do primeiro leilão do Banco Europeu de Hidrogênio da história e está construindo uma planta de hidrogênio verde na Europa. No processo, a Comissão Europeia concedeu apoio financeiro de € 720 milhões às vencedoras. n Norueguesa Fuella AS assina pré-contratos no Ceará e no Rio Empresa desenvolvedora e operadora de usinas de hidrogênio verde e amônia fez reserva de área no hub de hidrogênio do Porto do Açu, no Rio de Janeiro, e de unidade a ser instalada no Porto de Pecém, no Ceará Foto: Hans Harald Hellandsjø Projeto Skipavika, na Noruega, da Fuella, é um dos primeiros projetos de produção de hidrogênio e amônia verde em larga escala na Europa Foto: Hans Harald Hellandsjø

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