e-revista Brasil Energia 489

116 Brasil Energia, nº 489, 29 de novembro de 2024 Especial ROG.e 2024 investindo em iniciativas como captura de carbono, eólica offshore e eletrificação de unidades de produção. “O Brasil está à frente de outros países com sua matriz energética 45% renovável. Nossa missão é aproveitar essa vantagem para liderar a transição energética mundial e exportar equipamentos e serviços sustentáveis”, afirmou Ghiorzi. Para concretizar esse potencial, Ghiorzi defende a implementação de uma política industrial robusta, que inclua a cadeia produtiva de petróleo. “Precisamos de leis que assegurem estabilidade a longo prazo, além de uma coalizão entre empresas, governo e indústria para transformar o Brasil em protagonista na transição energética global”, concluiu. Em futuro próximo, com a redução da demanda por hidrocarbonetos em consequência dos esforços para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, só ficarão no mercado os produtores de petróleo e gás capazes de comprovar os esforços para descarbonizar suas atividades, afirmou Maurício Tolmasquim, diretor executivo de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras durante evento de premiação de fornecedores da Petrobras na ROG.e 2024. Tolmasquim falava para a plateia de fornecedores da estatal sobre seu compromisso em avançar no terreno ambiental, social e de governança, expressos na sigla ESG, desenvolvendo o raciocínio de que esses fornecedores precisam se enquadrar nos padrões cada vez mais rigorosos da companhia se quiserem, a longo prazo, seguir no mercado ao lado dela. Segundo o executivo, para além dos princípios éticos associados aos direitos humanos e ao compromisso com as futuras gerações, há um outro aspecto no ESG que é “uma questão de sobrevivência”. Esse aspecto está, na sua avaliação, diretamente relacionado com a descarbonização. “O petróleo ainda vai ser demandado por muitos anos, mas, pelo cenário que está colocado, essa demanda vai cair e vai haver uma disputa para saber quais os produtores vão ficar”. Para Tolmasquim, além da competividade, o aspecto da descarbonização será determinante para selecionar os sobreviventes. “Por isso, temos que fazer o dever de casa: descarbonizar a produção, os produtos e a cadeia de fornecedores”, alertou. Na sequência, o diretor citou uma série de iniciativas da empresa para estimular e forçar seus fornecedores a se enquadrarem em suas regras ESG. Tolmasquim: descarbonizar é uma questão de sobrevivência para a Petrobras Avanço da Petrobras nos negócios de energias solar e eólica depende da valorização do megawatt no mercado interno, segundo o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da empresa, MAURÍCIO TOLMASQUIM ASSISTA a vídeo-entrevista

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