118 Brasil Energia, nº 489, 29 de novembro de 2024 Especial ROG.e 2024 Paulo Resende, gerente do Departamento de Transição Energética da Finep, disse que a empresa, principal organismo estatal de fomento à PD&I do Brasil, vem procurando ampliar e facilitar o acesso das empresas a seus recursos e citou como exemplo o fato de já não ser necessário a empresa esperar o próximo edital para se candidatar ao recurso quando tem seu projeto reprovado. Segundo ele, atualmente a Finep explica detalhadamente ao proponente as razões da recusa, ensina onde ele pode melhorar e faculta a reapresentação da proposta a qualquer momento. Resende também destacou a Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial lançada pelo atual governo em janeiro deste ano como uma janela de oportunidades. Ele cita as oportunidades trazidas pela Missão nº 5 da NIB, voltada para biocombustíveis, descarbonização, transição e segurança energética, destacando três projetos recentemente apoiados pela Finep: a construção de duas embarcações de apoio pela empresa Oceânica (R$ 70 milhões); a construção de uma usina piloto de hidrogênio verde pela Eletrobras (R$ 40 milhões) e o apoio de R$ 8,4 milhões para a Chipus desenvolver módulos solares. A Prio está em fase avançada com o projeto de tieback no campo de Wahoo, com previsão de iniciar a produção em 2025. De acordo com Iuri Rossi, gerente de Subsea da empresa, o projeto já passou pela etapa de aquisição e fabricação dos equipamentos necessários e segue, agora, para a instalação dos materiais subsea. Maior projeto da companhia, com tieback de 35 km até a plataforma de Frade, as próximas fases de redesenvolvimento do campo ainda vão exigir ajustes e engenharia, à medida que a produção começar. “A Prio vê tieback como uma solução inovadora para o redesenvolvimento dos campos maduros, para estender a vida útil e produzir mais”, disse ele. Segundo Rossi, o primeiro óleo pode ser alcançado cerca de 8 meses após a liberação final da licença do Ibama. “A perfuração dos poços, lembrando que são no pré-sal, e a instalação do tieback são processos que andam em paralelo, e a complexidade das operações demanda um tempo considerável. Se recebermos a licença em breve, podemos esperar a produção no terceiro trimestre de 2025”, afirmou. O gerente também comentou sobre a estratégia de compras da Prio, que se baseia na padronização de equipamentos. “Ao invés de comprar equipamentos específicos para Wahoo, compramos materiais que possam ser usados também em Frade, Abacora Leste e Tubarão Martelo. Isso nos permite agilizar o processo de engenharia e ainda criar um estoque estratégico”, explicou. Prio avança no projeto de Wahoo com produção esperada para 2025 PRIO ainda vai ao mercado em busca de fornecedores para fases futuras do projeto de Wahoo, diz IURI ROSSI, gerente de Subsea da companhia ASSISTA a vídeo-entrevista
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