e-revista Brasil Energia 489

144 Brasil Energia, nº 489, 29 de novembro de 2024 Continuação José Almeida dos Santos O uso da nanotecnologia nos processos de EOR tem várias vantagens, tais como boa estabilidade, a possibilidade de modificar facilmente o tamanho das nano partículas com bastante flexibilidade, propriedades quânticas que facilitam a “hidrofobia”, mais comum na forma de sílica (99% de dióxido de sílica), que não oferecem riscos ao meio ambiente. Pode ser utilizada como nano fluido, nano emulsão e nano espuma. Com a tecnologia de partículas de tamanho nanométrico em uma dispersão coloidal, as quais são 100.000 vezes menores do que os aditivos convencionais de intervenção, as nano partículas penetram na rede de fraturas e fissuras naturais, liberando os hidrocarbonetos. Devido às suas dimensões nanométricas, essas nano partículas penetram mais longe nas microfraturas e microfissuras do que qualquer produto atualmente no mercado. Estas partículas produzem um mecanismo de movimento, denominado “movimento browniano”, fenômeno pelo qual partículas na dimensão nano, em suspensão em um líquido, tendem a se mover em caminhos pseudoaleatórios ou estocásticos através do líquido, mesmo se o líquido em questão estiver em repouso. Esse mecanismo aumenta a eficácia na recuperação de hidrocarbonetos em reservatórios convencionais e não convencionais, facilitando e acelerando a mobilidade de gás, óleo e água, ou uma mistura dos mesmos, no interior de meios porosos ou das redes de fraturas e fissuras (artificiais e induzidas) quando atingidas pelo nano particulas . A Fig 1 ilustra o tamanho das nano partículas. Nano partículas podem ser aplicadas nos reservatórios, através do bombeamento da suspensão com água fresca, inibidores de argila e soluções de KCL e HCL. Até pouco tempo, as estimulações com nano partículas eram feitas utilizando-se nitrogênio como fluido transportador (importante: O produto é injetado no reservatório aplicando-se uma pressão inferior à pressão de fraturamento. O objetivo principal do processo da aplicação é maximizar o contato com as superfícies de rocha geradas pelas redes de fraturas e ou fissuras do reservatório, até onde nenhum outro dos produtos usados para a estimulação de reservatórios tenha sido antes transportado, modificando a aderência do petróleo às rochas, permitindo sua liberação mais fácil. Fig 1 – Comparação entre o tamanho das nano partículas e uma gotícula de óleo. n Leia o artigo na íntegra em brasilenergia.com.br/petroleoegas/aumento-do-fator-de-recuperacao-de-campos-maduros

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