Brasil Energia, nº 489, 29 de novembro de 2024 151 A experiência internacional indica que o uso de redes subterrâneas varia de acordo com o país. A Alemanha, por exemplo, tem atualmente um dos projetos mais arrojados de enterramento de redes de transmissão, a SuedLink, ligando a geração eólica, no norte do País, à demanda no sul. Grande parte dos 700 km da rota será subterrânea e o empreendimento – que está atrasado – deve ser entregue em 2028. Nos Estados Unidos, a meta atual envolveria o enterramento de pelo menos 50% da malha de distribuição até 2040. Algumas concessionárias se destacam atualmente, como a Fort Collins, que tem 99% da infraestrutura subterrânea. A Colorado Springs começou a enterrar as linhas na década de 1970, e sua rede é 77% subterrânea, com 99% de confiabilidade. Para quem está começando, caso da PG&E, a conta é salgada: na migração dos primeiros 10% de sua infraestrutura, a distribuidora estima um investimento entre US$ 15 e 30 bilhões. Os norte-americanos também são exemplos de financiamento. De acordo com estudo do Ipea, as redes subterrâneas em alguns locais de alto poder aquisitivo são um dos focos de expansão, sendo os custos compartilhados com os moradores beneficiados. A Argentina, que teria adotado uma regulação mais impositiva para a ativação de infraestrutura enterrada, também é citada como um modelo a não ser seguido. Na avaliação do Ipea, a imposição não estimulou o avanço desse tipo de malha. Para os pesquisadores, o compartilhamento de infraestrutura, caso das galerias técnicas, poderia ser mais produtivo. (N.V.) n Os exemplos que vêm de outros países Perfuração piloto para a primeira seção do SuedLink, rede subterrânea em instalação na Alemanha Foto: Alliance/dpa/Daniel Löb
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