e-revista Brasil Energia 489

156 Brasil Energia, nº 489, 29 de novembro de 2024 NOVOS MODELOS E TECNOLOGIAS EM ENERGIA consumidores entendem que o custo de todas as redes de distribuição é o mesmo, quando na verdade uma infraestrutura subterrânea é mais cara. A iniciativa também ataca o problema de comunicação, chamando o projeto de Conta Inteligente. Com ele, a concessionária aplicará dois testes em larga escala: uma tarifa horária e outra dinâmica. Na opção de tarifação horária, existem quatro intervalos (postos, como são tecnicamente conhecidos na documentação oficial para a Aneel). Três delas são inferiores à tarifa convencional monômia, de R$ 0,62/kWh: a mais barata será a Supereconômica (das 9h às 14h), a Econômica (de 00h às 9h e durante o final de semana) e a Média (que tem dois intervalos, das 14h às 18h, e das 21h às 24h). A quarta tarifa é a Hora de Pico, aplicada das 18h às 21h, que vai custar R$ 1,90 kwh para as residências e R$ 2,14 kwh – praticamente o triplo da atual convencional para os pequenos comércios. Como destacou Ângela, da PSR, essa configuração desestimula o uso da rede no horário. Ou seja, a sinalização de preços por hora (tarifa horária), local (locacional) ou mesmo por época do ano (sazonal) vai estimular o consumidor de energia a fugir de sinais de preço mais caros. No seu segundo modelo de tarifação, chamado de dinâmica, a Energisa ajusta os custos de kWh trimestralmente e não mais anualmente como acontece na tarifação convencional. No primeiro trimestre do projeto, os clientes vão pagar R$ 0,64677 por kWh. Os próximos valores vão ser ajustados com base nos custos de fornecimento de energia do trimestre anterior (o primeiro do sandbox, que vai de novembro de 2024 a janeiro de 2025). Foto: Divulgação/Enel Enel vai selecionar 5 mil consumidores e aplicar uma tarifa trinômia horária e outra que dá desconto pelo não uso no horário de pico

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