e-revista Brasil Energia 489

Brasil Energia, nº 489, 29 de novembro de 2024 157 No projeto da Enel, apresentado no workshop, a concessionária vai aproveitar sua estrutura de medição inteligente, selecionando 5 mil consumidores e aplicar uma tarifa trinômia horária e outra que considera desconto pelo não uso no horário de pico. Na trinômia, a distribuidora considerará três fatores na composição da tarifa: um valor fixo pela utilização da infraestrutura de transmissão, um segundo valor variável de acordo com a demanda dessa mesma infraestrutura (também chamado de Fio B) e um terceiro fator, que leva em conta o custo da infraestrutura da distribuição, conhecido tecnicamente como Fio A. Aqui vale a pena esclarecer que a tarifa horária é conhecida em inglês como ToU, sigla para Time of Use, dividida em postos (intervalos de tempo), que no caso da Enel serão quatro. Para a distribuidora, um dos desafios será a explicação dessa composição. Embora considere como um dos intervalos, a Tarifa de Madrugada, a concessionária sinaliza para uma mudança de carga nos próximos anos, como o carregamento de carros elétricos de madrugada. Em tempo: a Copel, que tem dois projetos aprovados na rodada de sandboxes de 2024, vai testar uma tarifa de madrugada, específica para abastecimenFoto: Luiz Fernando Oliveira/Renault Copel quer incentivar consumo de madrugada, específica para abastecimento de carros elétricos em sete cidades

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=